quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Post #238

E é com extrema firmeza que te escrevo.
Mesmo sabendo que não queres me ver.
Ponho nas linhas o quanto te quero.
E quantas vezes pensei em morrer.

Ficar assim distante não me convém.
Mesmo sabendo que não queres me ver.
Ponho no ar um suspiro de culpa.
Com toda a vontade de aqui te ter.

Choro constantemente essa sua falta.
Mesmo sabendo que não queres me ver.
Ponho na cabeça uma tentativa frustrada.
Que por burrada, foi de te esquecer.

Engulo meu choro e tomo coragem.
Mesmo sabendo que não queres me ver.
No bolso coloco mais uma das cartas.
Que tentarão, para mim, te trazer.

Volto daí com profunda tristeza.
Ao ouvir a frase mais tensa: Te esqueci!
Na boca coloquei o cano da arma.
E sem metade do coração, morri.

Nenhum comentário:

Postar um comentário