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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Post relâmpago.

E então disse a mãe ao filho desesperado:

— Filho, não fique assim, existe outro milhar de pessoas que gosta de você!
— Isso não me interessa já que a única pessoa que eu desejo que gostasse de mim não faz nem ideia de que existo. Para ela, sou apenas outro cão viralatas que rasteja por comida na porta de um açougue. Se ela ao menos soubesse o quão rápido bate meu coração quando a vejo desfilar às escadas do colégio, mamãe, garanto que toda essa minha agonia daria um tempo de aporrinhar minha cabeça. Eu deveria sair e falar com ela sobre tais sentimentos que moram em meu peito, mas a senhora, dona de minha vida, mais do que ninguém sabe que não sirvo para isso. Gostaria de ser diferente, mamãe.

A mãe já desolada e triste por ver seu filho naquele estado, soluçando o choro, disse-lhe:

— Mas meu filho, tu não deves se dar ao luxo de sofrer por alguém que não sabe nem a cor do teu olho. Largue mão de ser bobo e fuja para longe da escuridão dessa moça. Sabe que isso só te fazer sofrer. Tem que parar com isso o quanto antes para que não se afogue mais ainda nesse mar de solidão.

Do menino nada se ouviu desde que fechou seus olhos depois do banho.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Post #218

Oi. Hoje já é dia 02 de janeiro de 2011. O ano se acabou e todas as pessoas que li na internet esperam que esse ano seja diferente. Eu também. Ou nem tanto... pelo menos em alguns aspectos acho que sim.
Passei dias bem. Sentindo que eu tinha melhorado de alguma coisa que eu tinha, do mal que me apunhalava cujo eu nunca soube o que era, tive dias bons, conheci pessoas legais, estava sorrindo e me sentindo realmente bem. Isso mudou, novamente. Parece idiota, mas eu não me sinto bem agora. Sinto falta de gente pra conversar sobre qualquer coisa. Sempre quis ter essas coisas que, porra, agora que mostrei esse blog pra tanta gente, tô começando a me privar de escrever algumas coisas do mesmo modo que escrevi outrora. Meu diário foi roubado...
Aquelas dúvidas e perguntas caíram sobre a minha cabeça. Fiquei meio perdido, sem saber o que fazer mesmo. Estou sentindo muito calor, um calor desconfortável que está incomodando de verdade. Não sinto vontade de sair daqui, ao mesmo tempo sinto, assim, eu não sei o que faço! É como se eu não soubesse fazer isso parar. Sinto-me alguém imbecil por causa disso. Escrevo isso suando, querendo me punir por tais babaquices. Sei lá...
Deletei o twitter também. Não tava servindo pra muita coisa, talvez eu devesse esperar mais um tempo, só pra ver o que acontecia, mas... a verdade é: não sei porque eu fiz o twitter e não sei porque ainda tenho esse blog.

Feliz ano novo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Post #215

Minha contagem já passa de mil.
Dias escuros em que ainda respiro.
A certeza de que sou alguém vil.
Aumenta depois de cada suspiro.

Ainda ando na escuridão da estrada.
Em toda parte que vá, não acho abrigo.
Comigo hoje não tenho associada.
A compaixão sincera de qualquer amigo.

Sinto-me fraco de vez, um nada!
Uma peste que vaga sem direção.
Na agonia, mantenho a alma calada.
Onde não se ouve o bater do coração.

Quero despertar de tal pesadelo!
Quero, apenas, descobrir que estou bem!
Por favor, bocas, ouçam meu apelo!
Alma fria, coração gelado, só quer ter alguém.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Post #QualquerCoisa

A solidão bate a porta outra vez.
Bebo da água suja que é a vida.
Dessa tristeza ainda sou freguês.
E a culpa é toda sua, querida.

Ainda me deito sozinho pensando.
Se um dia alguém se deitará também.
Cansei se imaginar, assim, amando.
Vivo sozinho e ainda sem ninguém.

Rastejo no chão como quem é impuro.
implorando para em seu colo deitar.
Só queria que me tirasse do escuro.
Que deixasse minha boca falar.

Dizer tudo o que tenho guardado.
Abrir meu coração para o mundo.
Não quero ser, outra vez, abandonado.
Não quero, outra vez, chorar profundo.

Faz tanto tempo que não escrevo algo assim.
Ainda não sou correspondido no amar.
Talvez por isso saia tudo tão ruim.
E o certo a fazer seria parar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Post #189

Ainda me dá essa coisa louca.
Enquanto a raiva ainda brota.
O amargo que ascende à boca.
É o puro gosto da derrota.

Dentro do olhos há rancôr.
E dentro deles, perco-me em solidão.
Eu já não sei o que é amor.
Em meu gelado coração.

Em olhar para trás já nem penso.
Ao ver que a linda flor, matei.
Eu já não tenho o bom-senso.
De ajudar quem machuquei.

Esqueci-me do que era bom.
Nem me arrepender eu sei.
Da bela canção perdi o tom.
E sozinho, perdido, chorei.

Agora por aí eu ando.
Sem ninguém ao meu lado.
E por aí andei pensando.
Que eu não soube ser amado.

E a dor o meu nome chama.
Eu sigo só o meu caminho.
Deitado fico na cama.
Enquanto morro sozinho.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Post #184

Os dias no campo têm sido gelados.
As árvores secam com o vento cortante.
O movimento dos rios hoje - parados.
E a doce tristeza se mostra atuante.

Seus dedos não consegue fechar.
A mão cansada é levada ao vento.
O coração abatido, cansado de amar.
Tornou-se servo do silêncio lento.

O cabelo dança como a música manda.
O corpo então obedece sem pensar.
Continua no mato com o sabor do samba.
E o coração abatido, cansado de amar.

Em tal noite dessas, em que viu seu fim.
Agradeceu ao Divino, às estrelas e à luz!
Do chão, então, tirou o seu velho faim.
Caiu ajoelhado aos pés daquela cruz.

Agora vagas sem rumo noutra dimensão.
Levou consigo lágrimas para chorar.
Por ter vivido somente da ilusão.
Com um coração abatido, cansado de amar.

domingo, 1 de agosto de 2010

Post #181

O brilho do sol que me custa aparecer.
Me faz lembrar o quão necessário é um abrigo.
Pensei se sobre você voltaria a escrever.
O bom é que te esqueci, ex-amigo.

Lembro-me de pedir sempre para ir com calma.
Isso era parte de nosso cotidiano antigo.
Viu, só? Enfim encontraste um resto de alma.
Feliz por ti estou, ex-amigo.

Não mais derramo lágrimas por ter ido embora.
Pois nenhuma mágoa levei comigo.
Confesso que um tanto de inveja sinto agora.
Dessa alma que encontrou, ex-amigo.

Meu sentimento, então, se transformou numa jaula.
Assim como naquela música do "O Inimigo".
E ah! Para ser sofredor a gente dava aula.
Uma montanha de saudade senti, ex-amigo.

Feliz porém estou, em não mais me importar.
E a minha imagem eu sei que levou contigo.
Feliz porém estou, em não mais te gostar.
Feliz por ti estou, meu querido ex-amigo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Post #179

Eu ando me sentindo mais apático que o normal. Os meus dias têm sido todos iguais, isso não é nada ruim, a não ser pelo fato de sempre existir a noite do dia. À tarde eu me sinto uma pessoa normal e feliz, cercada de pessoas interessantes. Aí quando eu chego em casa, o que eu tenho? Eu mesmo. Não quero tornar a me humilhar aqui, me colocando sob xingamentos sem cabimento, só acho um saco ter que conviver com meu Brasfoot toda noite. Agora eu tenho ocupação; os estudos. Eu faço alguns exercícios e pronto, minha noite está meio salva, quando volto ao computador para tentar interagir... Boom! Já não consigo mais fazer. O meu desânimo anda tão avassalador que eu já não consigo conversar tanto com as pessoas que, acredito, não sentem a mesma coisa que eu. Puta que pariu, que noite horrível!




Já não sabia o que era rima.
Como então expressaria o amar?
Como poderia se sentir para cima.
Se ele já não sabia rimar?

Já não sabia o que era rima.
Pensou então em se lançar ao mar.
Ali não tinha a matéria prima.
E ao paralelismo resolveu apelar.

No ato, então, saiu uma rima.
O que não fez ele se animar.
Ainda lhe faltava a proteína.
Que vinha junto com o amar.

Já não sabia o que era rima.
Sabia sim se apaixonar.
Por qualquer coisa que o fascina.
Que os seus olhos fazia chorar.

Já não sabia o que era rima.
E cansou de ali ainda estar.
A morrer, a vida lhe ensina.
Parou. Respirou. Resolveu pular.

Já não sabia o que era rima.
Não conseguiu se levantar.
E os olhos daquela doce menina.
Nunca mais vão o machucar.



Brigado, A.

Post #178

Oi.

Eu queria pedir desculpas de novo por andar fora disso aqui como tantas outras vezes já aconteceu. Eu não sinto vontade de escrever nada e ando bem desanimado com tudo - e a novidade? As coisas parecem não terem muito sentido, já que eu não sei o que quero da vida. Logo, eu não faço sentido. Andei estudando esses dias e vi que existem vários erros de português naquele meu #152. Isso me deixou tão triste que eu fiquei muito de cara comigo mesmo. Sei lá, não tô com vontade de corrigir essa porra toda. Foda-se.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Post #174

Oi. Eu senti vontade de escrever agora. Há uma semana eu tenho me sentido estranho, como se houvesse alguma coisa me perturbando, alguém me fazendo mal, sei lá... Eu tenho ficado triste sem motivo, de novo. Tudo isso tinha dado uma certa pausa e eu estava adorando. Mas, de repente - não mais que de repente - tudo começou a me machucar de novo. Eu fico me perguntando que "tudo" é esse que não me faz bem, já que eu não sei o motivo de eu me sentir assim. Isso só alimenta a visão de que, o meu maior problema, sou eu mesmo.
Eu sempre tive uma visão meio única de ver as coisas no mundo, sabe? Sempre que me imaginava numa situação legal, dando tudo certo, sendo tudo perfeito, eu simplesmente não iria conseguir fazer isso ser, de fato, legal. Eu evitava ver tudo pelo lado bom, justamente com o medo de que isso voltasse a acontecer. Dá na mesma eu ver as coisas pelo lado ruim ou lado bom. Vai dar tudo errado pra mim mesmo. Eu, vendo qualquer coisa pelo lado positivo, fazia dar errado. Isso deve ser algum fruto da minha árvore bipolar ou alguma arma que o TOC usa contra mim. Eu não sei porque perco tempo escrevendo sobre isso. Hoje, agora, eu acho que só sei conversar comigo mesmo, escrevendo aqui.
Hoje uma menina que eu não conheço me ofereceu um abraço. Eu não sei se ter recusado foi o certo... Fui pensar nisso depois, só. Eu estava tão arrasado que não enxergava nada mais. Tava pouco me fodendo mesmo. Quanta ironia, né? Ontem mesmo, no #173, escrevi que preciso de abraços e um dia depois recuso um. Talvez por eu não conhecê-la, ou... ah, foda-se.

domingo, 20 de junho de 2010

Post #152

(...) Eu já não sabia o que eu estava fazendo vivo. Pensando desse jeito, eu ficava fazendo planos para driblar todas as coisas ruins que me cercavam. Sempre falhava. As coisas que me machucavam continuavam a fazê-lo. Eu era tão patético. Saía de casa nesses tempos frios, chegava e não via sentido no que acabara de fazer. Fazia sempre a mesma coisa à tarde. Chegava em casa, fazia o chá, sentava na poltrona e conversava sozinho. A coisa que eu mais sabia fazer era conversar... Pena que só eu mesmo sabia disso.
Os tempos foram passando e eu fui ficando velho. Já tinha vinte e oito e ainda não tinha encontrado um amor... assim... para sempre. Sabem, né? Com vinte e oito anos e sem uma moça, as más línguas já sabem o que falar. Eu nunca tinha dado muita sorte com essas coisas. Passei a vida toda coberto de desilusões e planos que nunca se concretizaram por minha causa. Sempre dava errado por culpa minha. Quando andava de ônibus, toda moça bonita que meus olhos insistiam eu ficar assistindo, acabava desenhada em papéis da minha memória. Me apegava tão fácil que nem precisava se quer conversar. Essa era minha maior futilidade.
Meus amigos que hoje só estão na memória, sempre tiveram o gingado necessário para abraçar outra pessoa. Sempre tiveram sua mocinha aqui e ali... E eu, com minha timidez toda, ficava sempre assim, sem ninguém... História que se repete até hoje, morando sozinho no centro da cidade. Meus amigos eram os melhores que eu pude ter na vida. Eram sempre tão presentes, mas por necessidade, acabaram se afastando. Talvez não por não gostarem de mim, mas sim, porque precisaram de fazer isso. Me dói tão profundamente lembrar de cada momento assim. A nostalgia me golpeia tão forte e eu me rendo tão fácil... Tão fácil. Inevitavelmente, meus olhos ficam rasos d'água, mais uma vez.
Meus pais já não eram presentes à vida. Quando tinha vinte e cinco, foram-se já bem velhos. Chorei tanto de saudade de quem eu mais amei. Hoje, em momentos isolados, ainda o faço. Depois de três anos não havia esquecido completamente a dor de perdê-los. Eu precisava de remédios para escapar da minha depressão. Remédios quase sempre sem efeito algum.
Eis que um dia, resolvi alimentar minha coleção de discos. Já beirava os mil e quinhentos discos de vinil, entre clássicos brasileiros e internacionais. Estava à procura do único disco do Cartola que ainda não habitava minha prateleira. Encontrei-o em um sebo que acabara de abrir no centro. Era um domingo, fazia muito frio em uma bela manhã de outono. Ao entrar no sebo, vi que a menina que tirava o pó dos livros, era a dona dos olhos mais belos que eu pude ter o prazer de ver antes de morrer. Mesmo sabendo onde ficavam os discos, não hesitei em ir perguntar-lhe. Enquanto ela me falava, eu acabei não prestando atenção em uma palavra se quer. Quando falava, seus cabelos pretos aos ombros dançavam, eu entrava naquela dança e me distraía do mundo.

...continua

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Post #150

Em meu viver não há felicidade
Em minha casa o leite está estragado
Aprendi a conviver com a realidade
De que para mim tudo dará errado

Em meu viver não há alegria
Em minha casa também não há pratos
Misturo a minha cruel nostalgia
À minha dependência dos gatos

Em meu viver me falta motivação
E minha casa está escura
Procuro abrigo em outro coração
Mas só acho maldade pura.

Em meu viver não há vontade
E minha casa é cheia de solidão
Talvez por um desleixo ou vaidade
Fiquei sozinho no verão

Coragem falta ao meu viver
E à minha casa a voz lhe falta
Vontade sinto agora de morrer
Com essa minha tristeza em alta

Post #149

Oi. Hoje é sexta feira (18/06) e eu não estou me sentindo nada bem.
Talvez eu escrevesse mais abertamente sobre o meu estado de espírito e psicológico se esse blog ainda fosse "secreto". Ele se tornou tão público que aquele meu medo de falar alguma coisa para as outras pessoas ainda existe. É como se eu não tivesse o prazer necessário para dizer-lhes tudo o que eu queria, coisa que pode até ser confundida com a minha falta de coragem para contar o que eu sinto aos outros, hehe.

Pois bem, eu não estou me sentindo bem fisicamente. Eu estou doente, com dor de garganta, cabeça, costas e isso não vai melhorar tão cedo, porque eu insisto em ficar à base de tratamento caseiro. Eu não estou me sentindo bem psicologicamente. Eu estou sob uma pressão gigantesca quanto à trabalhos de escola, isso, na verdade, é o de menos que me aflige. Está acontecendo tanta coisa ruim - para mim - e eu não tenho o controle de tudo isso. Eu não consigo não me entregar tão facilmente às coisas que futuramente me deixarão triste. O futuro já chegou e as coisas já me deixaram triste. Eu tentei evitar, tentei deixar de lado, mas eu não consegui. Me rendi mais uma vez, com facilidade àquilo que eu mais temo que possa acontecer comigo. Isso vai passar. Vai demorar, como das outras vezes, mas vai passar. Pode levar bastante tempo, ou não, mas um dia vai passar e isso só vai ser mais um pedaço da lembrança, como se fosse ficar guardada numa caixinha escrita "bobagens da minha vida" que só existem na minha cabeça e só eu saiba quais são.

Eu me detesto por não conseguir contar aos outros como eu estou. Eu já cansei de ouvir dos outros que não me gostam de me ver triste, que eu não tenho motivo para isso, que eu não posso ficar assim, que eu devo melhor... Desculpem-me! Eu falhei! O que me deixa triste, vai continuar me deixando triste. Se eu deixar escapar da minha boca, vai continuar me deixando triste, não vai me beneficiar em nada. Então, de que adianta dividir essa tristeza com os outros? Enfim... Nem liguem. Como eu já falei: uma hora isso passa. :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Post #145

Fiquei à beira do abismo.
Porque minha vida é falha.
Culpa desse meu otimismo.
Que não ganhou uma batalha.

Acostumado a perder.
O que vai além do futebol.
Sabendo que não posso ter.
Perco até o brilho do sol.

Tanto faz - e assim vou fingindo.
As coisas legais eu vou deletar.
Com indiferença eu vou sorrindo.
E a tristeza vou mascarar.

O que sucede realmente.
Esconder de todos quero.
Ficará só em minha mente.
Pois com o tempo eu supero. (leva tempo, mas eu supero)

E por azar, novamente.
Eu caminharei solitário.
Me recompondo lentamente.
E me achando um otário.

De tristeza enchi a cesta.
E me cubro de incertezas.
Ai, como sou besta.

Eu só penso no pior.
Não consigo ver-me assim,
Sendo alguém melhor.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Post #144

O cabelo é com a barba.
O dedo é com o anel.
A boca com o pastel.
O corpo com a farda.

O tênis com o pé.
As pernas com as calças.
As malas e as alças.
Minha caneca e meu café.

O mato com o frio.
A angústia com o medo.
O silêncio com segredo.
E as águas com o rio.

As ruas e o carro.
O sangue e coração.
O pássaro João,
e sua mulher de barro.

E assim meu coração esfria.
Ao saber que outro prefere.
Sem saber, é o que me fere.
E era você quem eu queria.

A flor com espinho.
O mundo amando.
Se abrançando.
E eu sozinho.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Post #126

Só mais um postzinho irrelevante de alguém meio irrelevante.

"E é agora que eu entendo.
Como eu posso estar mal.
Porque eu sou um alguém.
Sem uma pessoa especial.

E é em noite assim,
Que a vida você vai perdendo.
A lágrima cai dos olhos,
Junto às palavras que vão lendo.

Palavras que machucam demais.
Furam mais fundo que prego.
Em noites assim você não nega.
Que o que mais queria era ser cego.

O tempo passa e eu fico bem,
Com o tempo vou esquecendo.
Mas não dá pra tira-la da cabeça.
Essa lição eu não aprendo.

Na poesia quando a palavra dói.
É muito fácil identificar.
É isso que dá não ter a voz.
E agora só me resta lamentar.

E é no silêncio do meu pranto.
Que eu ficarei em segredo.
É na dor do meu pesadelo.
Que continuarei te querendo.
Com o poder de mudar tudo.
Ficarei aqui sofrendo.
Como posso ser tão idiota?
Juro.. Eu não entendo."


Dá pra resumir meu dia em uma palavra: desgraça.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Post #124

Cai uma folha seca ao meu pé.
Pego-a e a olho bem.
Coloquei-a no meio de um livro.
Pois precisa de calor também.

Chegando no centro do parque.
Meus fones me fazem ausente.
No mundo eles são os únicos.
Que hoje me deixam contente.

Viajo sentado num banco.
Sem ouvir um terrestre falar.
Permaneço de olhos fechados.
Até a música acabar.

Não quero falar como estou.
Ou o quão batido está o coração.
Pois, quando uso fones de ouvido.
Disfarço totalmente a solidão.

Faz muito frio hoje no parque.
O termômetro beira os quatro.
Sabia que devia ter saído de casa.
Com pelo menos mais um casaco.

O café que seguro na mão.
É mais eficaz do que a luva.
O céu, por sua vez, é agora cinza.
E pelo jeito, por aí vem chuva.

Me sinto triste assim sozinho.
E só o frio me acompanha.
Tenho momentos de felicidade. (curtos, mas tenho)
Acho essa, uma coisa estranha.

Tirando o fone dos ouvidos.
É que minha tristeza explode.
Eu não preciso de pessoas.
Pois eu tenho meu iPod.
(quite ironic)

E é por isso que eu fico assim.
Aqui no banco da praça sentado.
Tenho barba e feias olheiras.
E vivo aqui sempre calado.
As pessoas me olham com pavor.
E eu me sinto embasbacado.
Mas eu só queria ter alguém.
Para sentar ao meu lado.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Post #109

Achei isso aqui no meu guarda roupa.
Escrevi ano passado em algum momento solitário. É do dia 05/04.


Quando meu amor próprio se foi.
Naquele rio meu coração se jogou.
Não aguentou a pressão e morreu.
No rio de lágrimas que se formou.

Em meu peito se fez o nada.
E nenhum amor resistiu.
Minha boca já não lembra do beijo.
E nem do momento em que sorriu.

A tristeza tomou conta de tudo.
Do amor que foi e do que não é.
Com todo o vazio que sinto,
de viver já perdi a fé.

Nessa vida eu não aprendi nada.
Nem a mim mesmo consegui amar.
O que eu tenho agora a fazer.
É no rio de lágrimas me jogar.

Sinceridade de quem não viveu.
Que só queria ter alguém.
Nem a si mesmo conseguiu amar.
E hoje em dia, nem vida tem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Post #104

A noite caiu com total peso.
E meus defeitos se expandiram.
As qualidades próprias que não vejo.
Para longe de mim partiram.

Esses problemas que tenho na vida.
Não desgrudam desse meu pé.
De mim não consigo afastá-los,
nem com xícaras de café.

O sono de infelicidade me infesta,
Não me quer bem nem pagando.
Essa minha solidão que me detesta
Minha felicidade foi levando.

Sou um garoto normal reclamando,
talvez não tivesse motivo pra isso.
Mas toda aquele meu amor próprio,
tomou foi sim um chá de sumisso.

Reclamo eu de barriga cheia?
É incontrolável minha queixa.
Não quero eu levar pedrada,
pois é a mocinha que assim me deixa.

Antes que me perguntes,
não há uma mocinha para amar.
Como então ela me faz sofrer?
Não sei, talvez eu goste de chorar.

Posso estar te escondendo, leitor.
O real sentimento que guardo.
Meu rosto, o espelho rejeita por pavor,
e a minha mentira tem um gosto amargo.