Mostrando postagens com marcador feito em poucos segundos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feito em poucos segundos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Post relâmpago.

E então disse a mãe ao filho desesperado:

— Filho, não fique assim, existe outro milhar de pessoas que gosta de você!
— Isso não me interessa já que a única pessoa que eu desejo que gostasse de mim não faz nem ideia de que existo. Para ela, sou apenas outro cão viralatas que rasteja por comida na porta de um açougue. Se ela ao menos soubesse o quão rápido bate meu coração quando a vejo desfilar às escadas do colégio, mamãe, garanto que toda essa minha agonia daria um tempo de aporrinhar minha cabeça. Eu deveria sair e falar com ela sobre tais sentimentos que moram em meu peito, mas a senhora, dona de minha vida, mais do que ninguém sabe que não sirvo para isso. Gostaria de ser diferente, mamãe.

A mãe já desolada e triste por ver seu filho naquele estado, soluçando o choro, disse-lhe:

— Mas meu filho, tu não deves se dar ao luxo de sofrer por alguém que não sabe nem a cor do teu olho. Largue mão de ser bobo e fuja para longe da escuridão dessa moça. Sabe que isso só te fazer sofrer. Tem que parar com isso o quanto antes para que não se afogue mais ainda nesse mar de solidão.

Do menino nada se ouviu desde que fechou seus olhos depois do banho.


domingo, 26 de setembro de 2010

Post #207 (Vento Pt. IX)

Minha mão está gelada, sinto falta dos seus dedos.
Meu café já está esfriando, preciso tirar logo você daqui de dentro.
Escontrei seu bilhete hoje pela manhã, ainda não acredito em tudo isso.
Saiu sem dar tchau. Deixou o batom no espelho. Matou-me logo cedo.
Para onde foram aquelas minhas palavras bonitas?
Esperanças que hoje se escondem de baixo dos tapetes. Quanta bobagem.
A rima fugiu me deixando sozinho nessa chuva. Que falta você me faz.
Eu preciso de um apoio para continuar, preciso andar sozinho com minhas pernas.
O sentido que tudo isso faz me deixa abismado.
Saí apressado atrás do trem que partiu.
Não tive a oportunidade de me despedir.
Não segurei o choro quando seu lenço caiu.
Dizendo que minha vida não poderá colorir.
Volto para casa com meu sujo paletó.
O bouquet em minhas mãos já não vale nada.
Molhado de chuva e manchado de pó.
Ando sozinho nessa deserta estrada.
A vida vai embora conforme nasce o sol.
Meu amor foi embora como quem nunca amou.
Deito-me sozinho em meu gelado lençól.
Percebi que agora minha vida acabou.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Post #192

Contente-se aí.
E perguntas não faças.
Enquanto eu aqui.
Vivo sob ameaças.

Crises de humor.
E palavras a repitir.
Tais como o amor.
Sentimento a esculpir.

Faço-me alguém vil.
Cego por um cabresto.
A vida está por um fio.
Nos males do aresto.

Perdido estou em pavor.
Pago o preço de ser mole.
E agora de minha dor.
Ofereço-lhe um gole.

Beba, mortal, beba!
Sinta o gosto de meu fracasso.
Toda a vergonha - receba!
Da vida fria feito aço.

Não se deixe enganar.
Por meu sorriso amarelado.
Pois eu não sei amar.
E, ao mesmo tempo, ser amado.

domingo, 22 de agosto de 2010

Post #188

Pássaro pequeno da janela.
Por que aqui resolveu pousar?
Deixe-me ouvir o seu cantar?
Ó, doce coisinha amarela.

Fique aqui me alegrando.
Enquanto bebo meu café.
Ó, me alegra em bué.
Por aqui fique voando.

Eu não tenho gaiola alguma.
Embora te quisesse para mim.
Mas, relaxe, eu não sou assim.
Imploro para que não suma.

Ó, pássaro de minha janela.
Compartilhe comigo a dor.
Já não aguento esse pavor.
E medo que tenho dela.

Ai, pássaro de minha janela.
Quero que viva comigo.
Prometo que agora consigo.
Falar um tanto com ela.

Prometo, também, vida feliz.
Ela aqui, junto de você e eu.
Da felicidade seu bico bebeu.
E canta, agora, em meu nariz.

Vivamos com essa tal alegria.
E seu cantar como trilha sonora.
Ó, meu pássaro, não voe embora.
Pois seu cantar nos contagia.

Junto a ela comi e dancei.
Não me esqueço de tais cenas.
Você com essas suas penas.
Me deram coragem. Virei rei.

O apoio foi seu, passarinho.
É forte, porém, pequenininho.
Chegou bem de mansinho.
E ganhou minha simpatia.

E agora, de fininho.
Com seu bico bonitinho.
Formoso e amarelinho.
Voou com minha apatia.

Pássaro amarelo, tão arteiro.
Hoje ao lado tenho uma amiga.
Que me ama e me enche a barriga.
Eu te amo, companheiro.

sábado, 21 de agosto de 2010

Post #187

Quem sabe é nessa troca de olhar.
Que o amor de repente está vindo.
Você me dá um motivo para amar.
Quando se escapa um sorriso lindo.

Eu não consigo nem descrever.
O que realmente sinto agora.
Mas todas as vezes, ao te ver.
Os meus temores vão embora.

Eu não queria assim me apegar.
Por que eu faço isso? - Não sei!
Eu juro, não quero me apaixonar.
Já que com você nunca conversei.

Meu coração por você espera.
Pois é tão linda quanto uma flor.
De mim virá a palavra mais sincera.
Que direi o dia que for.
E quanto a isso não trago mentira.
Pois a você só guardei amor.



É nois, J.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Post #186

Com um humor variável.
E de tristeza contagiante.
Sua solidão era inegável.
E seu estado era oscilante.

Sentia falta da alma.
Vivia sempre tristonho.
Em seu momento de calma.
Vivia sempre num sonho.

Realidade era ausente.
O seu sorriso imaginário.
Sua infelicidade era fluente.
E o seu destino era nefário.

Esqueceu-se de tudo isso.
Quando resolveu se apaixonar.
Vivia, agora, um lance maciço.
Que era lindo feito o mar.

Outro alguém deu sua vida.
Para que ele pudesse viver.
Fechou-se, então, a tal ferida.
Que só o ajudou a crescer.

Quando ele estava contente.
Só sabia ficar calado.
Não precisava falar com gente.
Quando amava sendo amado.

domingo, 1 de agosto de 2010

Post #181

O brilho do sol que me custa aparecer.
Me faz lembrar o quão necessário é um abrigo.
Pensei se sobre você voltaria a escrever.
O bom é que te esqueci, ex-amigo.

Lembro-me de pedir sempre para ir com calma.
Isso era parte de nosso cotidiano antigo.
Viu, só? Enfim encontraste um resto de alma.
Feliz por ti estou, ex-amigo.

Não mais derramo lágrimas por ter ido embora.
Pois nenhuma mágoa levei comigo.
Confesso que um tanto de inveja sinto agora.
Dessa alma que encontrou, ex-amigo.

Meu sentimento, então, se transformou numa jaula.
Assim como naquela música do "O Inimigo".
E ah! Para ser sofredor a gente dava aula.
Uma montanha de saudade senti, ex-amigo.

Feliz porém estou, em não mais me importar.
E a minha imagem eu sei que levou contigo.
Feliz porém estou, em não mais te gostar.
Feliz por ti estou, meu querido ex-amigo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Post #179

Eu ando me sentindo mais apático que o normal. Os meus dias têm sido todos iguais, isso não é nada ruim, a não ser pelo fato de sempre existir a noite do dia. À tarde eu me sinto uma pessoa normal e feliz, cercada de pessoas interessantes. Aí quando eu chego em casa, o que eu tenho? Eu mesmo. Não quero tornar a me humilhar aqui, me colocando sob xingamentos sem cabimento, só acho um saco ter que conviver com meu Brasfoot toda noite. Agora eu tenho ocupação; os estudos. Eu faço alguns exercícios e pronto, minha noite está meio salva, quando volto ao computador para tentar interagir... Boom! Já não consigo mais fazer. O meu desânimo anda tão avassalador que eu já não consigo conversar tanto com as pessoas que, acredito, não sentem a mesma coisa que eu. Puta que pariu, que noite horrível!




Já não sabia o que era rima.
Como então expressaria o amar?
Como poderia se sentir para cima.
Se ele já não sabia rimar?

Já não sabia o que era rima.
Pensou então em se lançar ao mar.
Ali não tinha a matéria prima.
E ao paralelismo resolveu apelar.

No ato, então, saiu uma rima.
O que não fez ele se animar.
Ainda lhe faltava a proteína.
Que vinha junto com o amar.

Já não sabia o que era rima.
Sabia sim se apaixonar.
Por qualquer coisa que o fascina.
Que os seus olhos fazia chorar.

Já não sabia o que era rima.
E cansou de ali ainda estar.
A morrer, a vida lhe ensina.
Parou. Respirou. Resolveu pular.

Já não sabia o que era rima.
Não conseguiu se levantar.
E os olhos daquela doce menina.
Nunca mais vão o machucar.



Brigado, A.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Post #142

Para mim não sobrou nada.
O que me consola é a viola.
Como eu não sei bater bola.
Eu só ouço B Fachada.

Criou asas, voou distante.
Procurar verdade.
Encontrar sinceridade.
Em corpo de uma amante.

Aqui fico desolada.
Já vi que homem não presta.
Notei agora o que me resta:
Para mim não sobrou nada.

E pensar que eu quis casamento.
E eu nunca olhei para o lado.
Agora eu só lamento.

O outro que se encontra parado.
Não se move com o vento.
Quer é ser meu namorado.

Post #141

Queria viver no mesmo mundo que o seu.
Queria que isso não tivesse fim.
Mesmo sabendo que não é para mim.
Fico aqui perdido no meu.

Distante é o seu amor.
E o meu está aqui parado.
Sofro ao não ser amado.
Sem vida. Sem calor.

Escrevo já com indiferença.
Meu cotovelo não para de doer.
Já não quero sua presença.

Agora de ti quero correr.
Fazer de mim a ausencia.
E não precisar morrer.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Post #115

Foi numa bela tarde quente.
Que eu saí sem direção.
Nas costas levo uma mochila.
E nos meus braços um violão.

Uma canetinha em meu bolso.
Para deixar sempre minha marca.
Cada um com a história parecida.
Subia sempre na minha barca.

Passei muito frio nas noites.
Me fodi bastante na estrada.
Meu coração era como meu destino.
Virado num completo nada.

Meus pés doíam constantemente.
A cada passo que eu dava, sangravam.
E as feridas que trouxe da cidade.
Inquietante, ainda respiravam.

Meu real sonho era ir pra Europa.
E não ficar perdido no meio do sertão.
Mas nasci pobre e vivo mal.
Sem dinheiro para pegar um avião.

Em minha carteira achei um centavo.
Consegui comprar uma ficha pro telefone.
Sol escaldante - sinto muita sede.
E de tanto andar, morro de fome.

Tomei chuva no meio da estrada.
Meu violão ficou muito molhado.
Meu coração que já estava vazio.
Agora está todo encharcado.
Sentindo o arrependimento nas costas.
Parece até que está parado.

Num dia esquecido de novembro.
Na estrada uma moça encontrei.
Com apenas um olhar trocado.
E à coitada nem um sorriso esbocei.

Sentia falta dos meus amigos.
E de todos os dias de calor.
Não há afeto maior nessa vida.
Do que do amigo, o sincero amor.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Post #106

"ao ver seus olhos brilharem
foi que eu percebi que te amava.
disse que te amo de verdade
enquanto sua mão segurava.

depois desse belo momento.
novamente peguei sua mão
só para sentir o batimento
acelerado do meu coração"


fiz essas rimas em tão pouco tempo que fiquei até impressionado. em menos de um minuto consegui escrever isso. não que elas estejam as coisas mais lindas ou emocionantes do mundo, dignas de reconhecimento, mas né...

hoje meu dia foi bem ocupado, mas como sempre, não sei porquê, tô me sentindo meio triste de noite. sei lá, tô até acostumado com essa coisa toda.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Post #73

Passa o tempo, o vento cresce.
Meu cabelo cresce. A apatia cresce.
A vontade cresce. A tristeza cresce.

A coragem não cresce. O medo cresce.
Todo esse sentimento não desaparece.
Mas a peste que atormenta cresce.
e dela meu pensamento não esquece.

Nova louca veio morar em minha cabeça,
fez do meu coração o novo lar.
Soube destruir
antes que me esqueça,
roubou minha vida,
roubou meu ar.

Escrever coisas imbecís são o hábito. Sei tanto.
Você está presente neles,
até neles. Roubou-os!
Ladra infâme de palavras escuras.
Xingo-lhe na vontade de esquecer-te.
Difícil é fazer isso,
deveria eu crescer,
de vez, parar de escrever.

Rimas não me apetecem.
Isso nada me conforta, situação chata.
Desconfortável. Não mereço.
Torpe. Chato. Esse sou eu.
Incapaz de sofrer
o que me faz esquecer.
Incapaz de não ''não amar''
o que só me faz chorar.

Post #72

Sem novidades mais,
sempre a mesma história
de querer o impossível,
do que foge, correr atrás,
sendo eu, minha própria escória.
Sinto-me assim, tão desprezível.

Aos meus olhos, um perdedor,
que na vida maciça só sabe sonhar,
nunca tive a oportunidade de ter.
Impresso aqui fica o sofredor,
gosto tanto assim do imaginário amar.
É esse ''eu'' dentro de mim que queria fazer morrer.

Abalado ficou meu orgulho,
se é que um dia existiu.
Essa minha tempestade... fria.
Do silêncio, o ensurdecedor barulho,
da pessoa amada que daqui partiu.
E da imaginação que aqui não existiria.

Moça, menina, mulher de vento,
que só existe no mais escondido
pensamento secreto que habito.
De parar com você eu tento,
nas garras do meu pensamento
saio ferido;
minha menina existe aqui,
minha cabeça
lugar restrito.

De fato existe e é de carne,
osso, olhos e boca.
Que nunca terei o sublime dom
de contar o que guardo.
essa minha vontade fosca
fica ardendo junto com
essa minha guria, que é
por quem eu ardo (e vejo).

sofrer assim é opção,
poderia saber parar.
Sei parar!
Mas não sei!
Amar eu sei, o diferente
Coisa rara, amar alguém,
o alguém errado?
O alguém que não merece?
Isso é coisa do meu orgulho
e da minha auto-estima
que nunca cresce. Só cai.
Cai, cai, cai, cai... Esvaiu.
Caiu. Acabou. Fim da vida.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Post #68

Bateu-me no peito umas rimas para escrever.
Rimas feias que não falam de morrer.
Criei um mundo paralelo que aprendi a temer.
E nem nesse mundo, a felicidade posso ter.


Amar para mim ainda tem algum sentido.
Não o sentido de deixar um coração partido.
Mas sim o amar antigo, que ainda brinca de cupido.
O amar todo bonitinho, de mulher para marido.


Sinto sempre a falta de uma mocinha ao lado.
Nunca tive a experiência de ser o namorado.
Viver sozinho talvez seja o meu fado.
Pois ficar em solidão, já estou eu acostumado.





quinta-feira, 11 de março de 2010

Post #65

Eu quero escrever, quero escrever! Mas não sei sobre o que. Talvez eu comece a escrever palavras soltas e sem significado nenhum. Talvez eu comece a tirar o sentido das frases. Talvez o meio desse texto termine bem diferente do começo. Que texto? Sentido? A vida não faz sentido. Nada hoje em dia faz sentido. A vontade de ter alguém pertinho é utopia. Quem hoje em dia se interessa pelo interior? Você precisa ser bonito! Se você não o faz por fora, fodeu-se nas garras da injustiça da beleza. A beleza interior não vale nada, ninguém olha você por dentro, ninguém quer você por dentro. Por dentro? Por dentro? Órgãos, cérebros? Não, coração. Coração? Pulsando sangue toda hora? Não, sentimentos. Sentimentos? Ódio? Raiva? Não, amor... Amor? Ficar? Transar? Não... Amor. Amour. Love. Palavra pequena que diz tanto, hoje, tantas vezes ditas da boca pra fora, tantas vezes sendo vulgarizada por bocas amaldiçoadas. Ninguém mais ama. Ninguém ama. Ninguém quer saber de você por dentro. Ninguém quer seus sentimentos sinceros. Ninguém quer seus sentimentos. Ninguém quer sentimentos. O amor não mais vale, não mais tem significado. Igual a esse texto, não existe explicação. Esse texto faz tanto sentido quanto um casal apaixonado do séc. XXI. Esse texto é careta. Eu sou careta. Eu acredito no amor. Mas sou desacreditado, pois por dentro, ninguém me olha.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Post #64

Cansei de ser clichê.
Falar disso é tão... clichê.
Mas sem o clichê eu não vivo, então...

- - - - - - - - - -

É só com o sofrer na poesia.
Que eu faço algo que preste.
Portanto, é uma total heresia.
Eu desfazer-me da minha cipreste.

Esse lance melancólico do sofrer.
É o que transforma o meu poema.
Se eu deixar de lado o meu morrer.
Sobra-me uma inspiração pequena.

Já diziam os sofredores de plantão.
Que nossa amada tristeza não tem fim.
Mas ela, felicidade, habitante do coração.
Ironicamente, rapidamente, termina sim.

O espinho que espeta a minha alma.
Fez com que meu coração sangrasse.
Vozes que eu ouço me pedem calma.
E se eu quiser paz, é melhor que esperasse.

Esperar o quê? Então perguntei.
Mas me responder não quiseram.
Então de sofrer, de repente, parei.
E todas minhas inspirações morreram.

Sem o sofrer no meu poema.
Perco tudo o que me restou.
Sobra-me a indecisão extrema.
E o sorriso de quem me amou.

Grande parte do meu sofrer.
Está depositado em outro corpo.
As vozes imploram para morrer.
Ao saber que sem você estarei morto.

As vozes que eu ouço, me seguem pela cidade.
Pois elas não conseguem viver sem mim.
Sabem que fora de mim terão o destino da felicidade.
E de forma dolorida, logo terão o seu fim.