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sábado, 1 de janeiro de 2011

Post #219

Lá vai a menina da camisa branca.
Levando os fogos para seu namorado.
Com seu sorriso e sua beleza franca.
Que se mostrava para seu amado.

Daqui sentado vejo aquele idoso.
Que traz bombinhas para Dona Amélia.
Sinto-me assim alguém meio invejoso.
Por essa história de amor já tão velha.

Correndo ao longe vejo meu irmão.
Que só apronta pra cima da cunhada.
No fim de ano se explode o coração.
Dizendo a ela que é sua amada.

Meus pais também participam da festa.
Sorrindo sempre até o sol se pôr.
Minha mãe solta um beijo na testa.
Do meu bom pai, seu eterno amor.

O casal mais jovem da vizinhança.
Corre feliz no horizonte.
É lindo ver isso em criança.
Ah, inveja, sinto de monte!

Minhas mãos só têm um sentido.
Ficarem aqui entrelaçadas.
Vendo todos os outros sorrindo.
Estando sempre de mãos dadas.

Sem dar um sorriso de verdade.
Da festa saio de fininho.
Volto para minha realidade.
Que é, de fato, ficar sozinho.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Post #195

Conheci o trabalho desse cara há pouco.
Liniers Macanudo é gênio demais.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Post #192

Contente-se aí.
E perguntas não faças.
Enquanto eu aqui.
Vivo sob ameaças.

Crises de humor.
E palavras a repitir.
Tais como o amor.
Sentimento a esculpir.

Faço-me alguém vil.
Cego por um cabresto.
A vida está por um fio.
Nos males do aresto.

Perdido estou em pavor.
Pago o preço de ser mole.
E agora de minha dor.
Ofereço-lhe um gole.

Beba, mortal, beba!
Sinta o gosto de meu fracasso.
Toda a vergonha - receba!
Da vida fria feito aço.

Não se deixe enganar.
Por meu sorriso amarelado.
Pois eu não sei amar.
E, ao mesmo tempo, ser amado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Post #179

Eu ando me sentindo mais apático que o normal. Os meus dias têm sido todos iguais, isso não é nada ruim, a não ser pelo fato de sempre existir a noite do dia. À tarde eu me sinto uma pessoa normal e feliz, cercada de pessoas interessantes. Aí quando eu chego em casa, o que eu tenho? Eu mesmo. Não quero tornar a me humilhar aqui, me colocando sob xingamentos sem cabimento, só acho um saco ter que conviver com meu Brasfoot toda noite. Agora eu tenho ocupação; os estudos. Eu faço alguns exercícios e pronto, minha noite está meio salva, quando volto ao computador para tentar interagir... Boom! Já não consigo mais fazer. O meu desânimo anda tão avassalador que eu já não consigo conversar tanto com as pessoas que, acredito, não sentem a mesma coisa que eu. Puta que pariu, que noite horrível!




Já não sabia o que era rima.
Como então expressaria o amar?
Como poderia se sentir para cima.
Se ele já não sabia rimar?

Já não sabia o que era rima.
Pensou então em se lançar ao mar.
Ali não tinha a matéria prima.
E ao paralelismo resolveu apelar.

No ato, então, saiu uma rima.
O que não fez ele se animar.
Ainda lhe faltava a proteína.
Que vinha junto com o amar.

Já não sabia o que era rima.
Sabia sim se apaixonar.
Por qualquer coisa que o fascina.
Que os seus olhos fazia chorar.

Já não sabia o que era rima.
E cansou de ali ainda estar.
A morrer, a vida lhe ensina.
Parou. Respirou. Resolveu pular.

Já não sabia o que era rima.
Não conseguiu se levantar.
E os olhos daquela doce menina.
Nunca mais vão o machucar.



Brigado, A.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Post #149

Oi. Hoje é sexta feira (18/06) e eu não estou me sentindo nada bem.
Talvez eu escrevesse mais abertamente sobre o meu estado de espírito e psicológico se esse blog ainda fosse "secreto". Ele se tornou tão público que aquele meu medo de falar alguma coisa para as outras pessoas ainda existe. É como se eu não tivesse o prazer necessário para dizer-lhes tudo o que eu queria, coisa que pode até ser confundida com a minha falta de coragem para contar o que eu sinto aos outros, hehe.

Pois bem, eu não estou me sentindo bem fisicamente. Eu estou doente, com dor de garganta, cabeça, costas e isso não vai melhorar tão cedo, porque eu insisto em ficar à base de tratamento caseiro. Eu não estou me sentindo bem psicologicamente. Eu estou sob uma pressão gigantesca quanto à trabalhos de escola, isso, na verdade, é o de menos que me aflige. Está acontecendo tanta coisa ruim - para mim - e eu não tenho o controle de tudo isso. Eu não consigo não me entregar tão facilmente às coisas que futuramente me deixarão triste. O futuro já chegou e as coisas já me deixaram triste. Eu tentei evitar, tentei deixar de lado, mas eu não consegui. Me rendi mais uma vez, com facilidade àquilo que eu mais temo que possa acontecer comigo. Isso vai passar. Vai demorar, como das outras vezes, mas vai passar. Pode levar bastante tempo, ou não, mas um dia vai passar e isso só vai ser mais um pedaço da lembrança, como se fosse ficar guardada numa caixinha escrita "bobagens da minha vida" que só existem na minha cabeça e só eu saiba quais são.

Eu me detesto por não conseguir contar aos outros como eu estou. Eu já cansei de ouvir dos outros que não me gostam de me ver triste, que eu não tenho motivo para isso, que eu não posso ficar assim, que eu devo melhor... Desculpem-me! Eu falhei! O que me deixa triste, vai continuar me deixando triste. Se eu deixar escapar da minha boca, vai continuar me deixando triste, não vai me beneficiar em nada. Então, de que adianta dividir essa tristeza com os outros? Enfim... Nem liguem. Como eu já falei: uma hora isso passa. :)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Post #146

Fraco sei que sempre fui.
Hoje sinto todo esse peso.
Junto com a tristeza que flui.
Sinto o fogo da dor aceso.

Ando tranquilo por aí.
E finjo sempre estar bem.
Não mostro que aqui.
Ardo sempre por alguém.

Imaginação tão minha inimiga.
Pega minha face para bater.
Minha importância causa fadiga.
E de amar tento me abster.

Faço de garoa temporal.
Tento e não consigo esquecer.
Vivo entre o bem e o mal.
E parece que eu gosto de sofrer.

Gostaria de continuar a escrever,
Mas já estou muito triste para isso fazer.
O motivo é sempre eu não te ter.
Misturado com o fato de não esquecer.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Post #145

Fiquei à beira do abismo.
Porque minha vida é falha.
Culpa desse meu otimismo.
Que não ganhou uma batalha.

Acostumado a perder.
O que vai além do futebol.
Sabendo que não posso ter.
Perco até o brilho do sol.

Tanto faz - e assim vou fingindo.
As coisas legais eu vou deletar.
Com indiferença eu vou sorrindo.
E a tristeza vou mascarar.

O que sucede realmente.
Esconder de todos quero.
Ficará só em minha mente.
Pois com o tempo eu supero. (leva tempo, mas eu supero)

E por azar, novamente.
Eu caminharei solitário.
Me recompondo lentamente.
E me achando um otário.

De tristeza enchi a cesta.
E me cubro de incertezas.
Ai, como sou besta.

Eu só penso no pior.
Não consigo ver-me assim,
Sendo alguém melhor.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Post #144

O cabelo é com a barba.
O dedo é com o anel.
A boca com o pastel.
O corpo com a farda.

O tênis com o pé.
As pernas com as calças.
As malas e as alças.
Minha caneca e meu café.

O mato com o frio.
A angústia com o medo.
O silêncio com segredo.
E as águas com o rio.

As ruas e o carro.
O sangue e coração.
O pássaro João,
e sua mulher de barro.

E assim meu coração esfria.
Ao saber que outro prefere.
Sem saber, é o que me fere.
E era você quem eu queria.

A flor com espinho.
O mundo amando.
Se abrançando.
E eu sozinho.

Post #141

Queria viver no mesmo mundo que o seu.
Queria que isso não tivesse fim.
Mesmo sabendo que não é para mim.
Fico aqui perdido no meu.

Distante é o seu amor.
E o meu está aqui parado.
Sofro ao não ser amado.
Sem vida. Sem calor.

Escrevo já com indiferença.
Meu cotovelo não para de doer.
Já não quero sua presença.

Agora de ti quero correr.
Fazer de mim a ausencia.
E não precisar morrer.

Post #140

"(...) Mas toda vez que você está perto de mim,
Eu esqueço tudo te olhando sorrir,
E tudo soa como música até a hora em que você me beija no rosto,
E outro adeus me diz...

Tento me dizer que talvez seja melhor assim,
E que talvez teu mundo não tenha lugar pra mim (...)
"

Dance of Days - Balada do Corcel Verde Velho

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Post #126

Só mais um postzinho irrelevante de alguém meio irrelevante.

"E é agora que eu entendo.
Como eu posso estar mal.
Porque eu sou um alguém.
Sem uma pessoa especial.

E é em noite assim,
Que a vida você vai perdendo.
A lágrima cai dos olhos,
Junto às palavras que vão lendo.

Palavras que machucam demais.
Furam mais fundo que prego.
Em noites assim você não nega.
Que o que mais queria era ser cego.

O tempo passa e eu fico bem,
Com o tempo vou esquecendo.
Mas não dá pra tira-la da cabeça.
Essa lição eu não aprendo.

Na poesia quando a palavra dói.
É muito fácil identificar.
É isso que dá não ter a voz.
E agora só me resta lamentar.

E é no silêncio do meu pranto.
Que eu ficarei em segredo.
É na dor do meu pesadelo.
Que continuarei te querendo.
Com o poder de mudar tudo.
Ficarei aqui sofrendo.
Como posso ser tão idiota?
Juro.. Eu não entendo."


Dá pra resumir meu dia em uma palavra: desgraça.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Post #106

"ao ver seus olhos brilharem
foi que eu percebi que te amava.
disse que te amo de verdade
enquanto sua mão segurava.

depois desse belo momento.
novamente peguei sua mão
só para sentir o batimento
acelerado do meu coração"


fiz essas rimas em tão pouco tempo que fiquei até impressionado. em menos de um minuto consegui escrever isso. não que elas estejam as coisas mais lindas ou emocionantes do mundo, dignas de reconhecimento, mas né...

hoje meu dia foi bem ocupado, mas como sempre, não sei porquê, tô me sentindo meio triste de noite. sei lá, tô até acostumado com essa coisa toda.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Post #104

A noite caiu com total peso.
E meus defeitos se expandiram.
As qualidades próprias que não vejo.
Para longe de mim partiram.

Esses problemas que tenho na vida.
Não desgrudam desse meu pé.
De mim não consigo afastá-los,
nem com xícaras de café.

O sono de infelicidade me infesta,
Não me quer bem nem pagando.
Essa minha solidão que me detesta
Minha felicidade foi levando.

Sou um garoto normal reclamando,
talvez não tivesse motivo pra isso.
Mas toda aquele meu amor próprio,
tomou foi sim um chá de sumisso.

Reclamo eu de barriga cheia?
É incontrolável minha queixa.
Não quero eu levar pedrada,
pois é a mocinha que assim me deixa.

Antes que me perguntes,
não há uma mocinha para amar.
Como então ela me faz sofrer?
Não sei, talvez eu goste de chorar.

Posso estar te escondendo, leitor.
O real sentimento que guardo.
Meu rosto, o espelho rejeita por pavor,
e a minha mentira tem um gosto amargo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Post #101

A minha noite hoje está uma bosta. Não fiquei sabendo de nada agradável, só me decepcionei, só me iludi, só deu merda, sabe? Agora, nesse #100 aí, coloquei qualquer coisa, pelo menos gostaram dele :)

Tô afim de dormir pra sempre, nunca mais acordar. Mas eu não sinto sono, essa insônia maldita só me deixa fodido da cara. Ai, caralho, que tristeza que abraça meu coração, que frio que me dá, que dor de cabeça... Ai, quanta dúvida.





Mas sempre vem um filho da puta e te diz:
"Ah, você tem tudo e está aí reclamando!"

Post #100

O post 100 será todo,
Uma coisa bem rimada.
Na vida sempre me fodo,
E dela só levo patada.

O destino brinca comigo,
Me joga pra lá e pra cá.
Em braços procurei meu abrigo,
E vi que existe a pessoa má.

Ai, se soubesses o que penso,
No meu olhar se esconde a dor.
Ai, se esse meu bom senso,
Expressasse o meu amor.

Talvez sendo outro alguém,
Eu pararia um pouco de chorar.
Pararia de ser um ninguém,
E a viver tentaria voltar.

Me entorpeço com dias parados,
Com todo domingo disperdiçado.
Não aproveitei meus anos dourados,
E nunca serei teu namorado.
Todo o amor guardado,
Poderia ter me matado.
Meu destino fica, então, desarrumado.
Amor próprio: conheci-te já estragado.
E todo amor que tive por mim,
Agora está morto e enterrado.
De mim sobrou um orgulho ferrado.
Já não sei o que é ser amado.
De angústia meu coração fica armado.
E o meu respirar mantém-se parado.
Desconfiei que aquele amor formado,
Com uma pessoa de outro estado.
Quando isso sai da boca - risos.
Me sinto, então, envergonhado.
Me sinto, então, embasbacado.
Meu coração, então, maltratado.
Meu rosto feio, chateado.
Meu cabelo, então, despenteado.
Meu olho, então, mostra que tem chorado.
Meu corpo todo, magoado.




Post #99

Resolvi trocar o visual do blogue. Aquela coisa azul, toda ... azul já tava me cansando.

Não tenho nada para contar. Tô escrevendo isso porque não tenho o que fazer e nem com quem conversar. Por algum motivo, hoje, mais ou menos... 10:00h à 12:00h, eu me senti bem. :~ Não sei o que me deu, não sei o que aconteceu, mas eu estava realmente me sentindo bem. O vento tocava meu rosto com tal leveza que me fazia eu me sentir nas nuvens, como se fosse a coisa mais incrível do mundo. Depois disso, a vida voltou a ser o que era. Foram as duas horas mais agradáveis do ano... E eu nem sei porquê.

"Ela partiu, partiu
E nunca mais voltou.
Se eu soubesse onde ela foi iria atrás
Mas não sei mais nem direção.
Várias noites que eu não durmo
Um segundo
Estou cansado
Magoado, exausto
E nunca mais voltou
" ♪

domingo, 18 de abril de 2010

Post #86

Base do meu fim de semana pra vocês:

- Eu não arranjei um gato.
- Eu não arranjei uma mocinha.
- Ainda odeio domingo.
- Nostalgia me deixa triste, descobri isso hoje.
- Domingo é uma merda

Porém, resolvi dar mais atenção para algumas bandas nesse domingo quente (aliás, todo domingo é quente); entre essas bandas, tem uma que mais me agradou - The Get Up Kids. Eu nunca tinha dado muita importância, ouvi umas vezes, mas sem ler as letras e ouvir bem. Hoje descobri que essa banda é linda ç2 Por isso, resolvi disponibilizar um som pra quem não conhece. Espero que gostem.



The Get Up kids - I'll Catch You

Can you sleep as the sound hits your ears?
One at a time,
An unspoken balance here
Unabridged for so many years
That I should stare at recievers
To recieve her
Isn't fair

Don't worry, I'll catch you
Don't worry, I'll catch you
Don't ever worry

Your arms in mine,
Anytime,
I wouldn't trade anything
You're still my everything
To my surprise,
Before my eyes,
You arrive

Don't worry, I'll catch you
Don't worry, I'll catch you
Don't ever worry

Still breaking old habits, habits,
You pulled the wool over me,
Now I can see everything,
Everything,
Remembering,
Jinx-removing

Don't worry, I'll catch you
Don't worry, I'll catch you
Don't ever worry

No need for reminding,
You're still all that matters to me