Talvez eu devesse fazer algo de bom aqui, mas acho que não.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Post #242
Estive afim de alguém que pudesse se importar.
De ter alguém com quem pudesse me preocupar.
Que também pudesse me ocupar. Desocupar.
Que sentasse ao meu lado para me escutar.
Mas de mim esse alguém sumiu no ar.
Longe do meu lado é onde foi parar.
Triste.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Explicação de 'perdida'.
Não tinha o que fazer, então resolvi escrevê-lo.
Há, com certeza, erros de português porque não o li. Isso é tudo.
Perdida
E como começar a escrever coisas vazias e totalmente sem préstimo algum? Coisas que ninguém teria a real pachorra de ler nem se quer uma única linha. Coisas que enfatizam o quão ruim a vida de uma pessoa pode (parecer) ser. Ler sobre catástrofes pessoais, sobre tragédias internas, brigas mesquinhas vindas de mim para mim mesmo. Como começar a escrever sobre coisas banais que envolvam só a minha pobre pele suja, áspera e asquerosa que rasteja no chão feito um lagarto gordo? Como começar a escrever coisas sobre a alma de alguém que não tem vida? Alguém que sofre por nada e acha que assim é certo. Alguém que vê além das aparências e se engana? Pff... é muita perca de tempo escrever sobre uma pessoa que vive desse jeito. Que se descreve da maneira mais pejorativa possível, talvez para ganhar um pouco de atenção enquanto se afoga no egoísmo. Simplesmente não entendo como conseguem fazer isso sem parecerem idiotas. Talvez cada um de vocês esteja sofrendo e querendo um colo para reclamarem, tal como eu queria agora.
Tudo isso começou quente e cinza, como de costume. Enquanto abria os olhos, sentia o cheiro da chuva que caía e molhava minha janela. Tenho muitas manias, uma delas é a de achar qualquer coisa inútil uma maravilha - uma dessas maravilhas era justamente ver as gotas correrem os vidros. Meu pijama tinha grossas listras em tons diferentes de verde. Era minha cor favorita e aquilo fazia eu parecer uma pessoa menos esquisita. Meu quarto, quando chovia, ficava mais escuro do que o normal. Era o lugar que eu mais gostava de estar quando me sentia frágil às coisas que me rodeavam. Meu travesseiro é macio. Ele gruda minha cabeça nele, como se estivesse apaixonado e não quisesse perde-la, mesmo sabendo que voltaria para seus braços todas as noites. Antes de levantar, costumava estralar as costas. Era uma ótima sensação. O som dos meus ossos agradava demais meus ouvidos que, à noite, só sabiam ouvir minha própria boca falando mal de mim. Calço meus chinelos e vou ao banheiro. Faço minha barba enquanto tomo banho, não tenho nenhum pingo de vaidade depois que um trágico fato me aconteceu. Na garganta descem de mãos dadas um gole de café amargo e uma mordida de pão-com-manteiga. Todas as minhas manhãs de dia de semana eram assim e eu não tinha muito do que reclamar.
Perdida (Part. II)
Todos os dias antes de sair de casa, regava plantas que ficavam dentro de um pote preto, em cima da minha mesa da cozinha. Como morava sozinho, era alguma coisa a mais para eu me comprometer a fazer... além de ser a única coisa viva que eu deveria ter cuidado. Não gostava de carregar minha chave comigo. Sempre me senti inseguro em relação à isso. Por isso, a deixava em baixo do tapete da entrada. Um tapete muito ridículo, diga-se de passagem. Uma cópia barata de tapetes americanos onde estava escrito "wellcome". Devo conferssar que só gastei dinheiro naquela porcaria por causa desse erro grotesco. Ele era um diferencial e eu gostava de coisas idiotas.
Eu gostava do meu trabalho. Era professor de um escola que havia perto de onde morava. Dava aula para crianças de onze e para adolescentes de 16 anos. Ensinava um pouco de português para eles. Não gosto muito de falar disso pois nunca me achei alguém muito esperto. Meu cérebro de ervilha era limitadíssimo e sempre deixava escapar alguma informação que era importante àquelas pessoas. Sempre tinha alguma menina das carteiras da frente me corrigindo. Acho que meu jeito sonso e meio 'foda-se' era o que me diferenciava dos outros professores daquele lugar. Meu alunos realmente me adoravam e eu gostava demais disso.
Como eu morava perto de onde trabalhava, sempre ia de bicicleta à escola. Eu colocava fones de ouvidos e gostava do que fazia. Foram 20 anos fazendo isso, de segunda a sexta, sem faltar uma vez se quer. Era bem aplicado... a formiga operária mais aplicada que o Estado tinha em mãos. Eu me orgulhava disso, mas no fundo eu sabia que não deveria fazê-lo. Em casa, novamente, às nove da noite, tudo o que sabia fazer era fritar umas batatas fritas e comer com um copo grande de chá gelado. Nunca fui um grande chefe de cozinha e nunca soube fazer muitas coisas, comida congelada era sempre o que tinha no meu cardápio pessoal. Ninguém reclamava, afinal, eu jantava sozinho todas as noites. Minhas namoradas gostavam da minha comida, mas sempre reclamavam da minha companhia. Por conta disso vivo sozinho hoje, sem ninguém ao meu lado. Relacionamentos rápidos sempre vêm e vão, não nasci para essa coisa de ficar junto a vida toda. Mas a verdade sempre dói, e dizer que viver sozinho é meu penar, é o que corta fundo meu coração vazio. Dizer que viver sozinho é bobagem, ao mesmo tempo, é mentira. O que escrevi não tem muito sentido, mas se você mente para si mesmo, todos os dias, dizendo que está bem, talvez tenha entendido bem o que as últimas linhas trouxeram até você.
Perdida (Part. III)
E foi partindo desse modo de vida sem graça e solitário, que fui partindo do trabalho para casa todos os dias. Minha vontade de ficar sozinho confrontava com garotas que eu havia encontrado ao decorrer dessa minha vida. Mas nenhuma dela foi capaz de me fazer sentir um cara tão legal quanto uma delas - Alice. A história dessa garota (hoje, mulher) eu não sei contar. As dezenas de garotas que me fizeram sentir prazer por todo esse tempo não significavam muita coisa pra mim e, de alguma forma, acho que elas sabiam disso. Elas também nunca se importavam com isso, para elas, eu era só outro pedaço de pele que elas usavam e depois descartavam. Não significava absolutamente merda nenhuma. Isso não me machuca porque era recíproco. Eu tive um amigo que era meu oposto. Importava-se demais com quem ele saía, ainda que poucas, e sempre acabava machucado.
Voltando ao assunto central, Alice era uma pessoa incrível quando eu tinha seis anos de idade. Estudávamos juntos, fomos colegas de classe por um ano, e mesmo sendo novo desse jeito, eu sabia o que aquela menina significava para mim. O jeito com que ela me emprestava seus lápis-de-cor era fascinante. Os olhos azuis e cabelos loiros eram encantadores, sem falar no jeito com que ela tratava todos seus coleguinhas. Ela não se interessava por ninguém, é claro, ela tinha seis anos, mas eu sentia algo por ela... nada sério, eu só gostava de estar perto dela. Ela era a melhor companhia que eu pude ter na minha vida. Certa vez, resolvi dizer que gostava muito dela e tomei um fora. Lembro que quando cheguei em casa, perguntei para minha mãe se eu era feio. Ela disse que não. Óbvio, é minha mãe, não poderia vir outra resposta de sua boca. Quando aquele ano na pré-escola acabou, ela se mudou e eu nunca mais a vi. Queria poder ter a chance de vê-la hoje em dia, adulta. Provavelmente está casada, ou até grávida. Mas eu iria gostar mesmo de vê-la.
Dia desses eu morri. Fiquei me perguntando porque não sentia mais as coisas. Até que fui me dar conta que meu chá havia acabado. Só percebi quando cheguei no final do texto.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Post, simplesmente.
Oi. Hoje é dia 14 de fevereiro de 2011 e eu ainda me sinto a mesma coisa. Ando mais apático do que o normal de uns dias pra cá. Tenho andado bem triste comigo mesmo, dentro de mim algo está apagado e eu não consigo achar a solução para melhorar. A razão é a mesma de sempre, uma tal coisa desconhecida que ainda insiste em me perturbar. Estou sem saco para muitas coisas e de saco cheio de ver gente feliz demais. Sei lá, parece que querem a todo custo esfregar tudo isso na minha cara, contando dos planejamentos para a vida, contando que tudo está bem, que não poderia estar melhor, que o namoro está bom... Acho meio mancada viver comentando dessas coisas. Não. Não é mancada nenhuma. Mancada mesmo é eu querer julgar os outros por serem felizes do jeito que são. Às vezes me sinto tão hipócrita pensando desse jeito que eu nem deveria estar respirando enquanto escrevo essa merda de texto.
P.S.: Feliz dia dos namorados pra quem tem.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Post da vida.
Sentado estou.
Vendo correr.
O mais novo casal.
E vendo crescer.
O meu baixo astral.
Deitado estou.
Sentido o sangue correr.
A mais velha veia.
Deitado estou.
Ciente de que morrer.
Só faz parte da teia.
Não fico triste agora.
Que não mexo mais um dedo.
Pois a todos vocês.
Contarei meu segredo:
Sempre quis saber.
O que havia lá fora.
E essa tal ambição.
Me levou embora.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Post apaixonado.
Segure minha mão.
Que linda.
Tão bela quanto o ar.
Que cai, cai...
...Em mim.
Caminha flutuando.
Feito o ar.
Somos eu e você.
Feito um par.
Balança tão gostoso.
Devagar.
Serena e tão bela.
Como o mar.
O céu que já é cinza.
Mostra a chuva que cai, cai...
...Em mim.
As folhas das árvores.
Avisam-me do melhor.
Você está para vir.
Do ar. Do ar.
Parar em minha mão. Parar.
Deitar em minha cama. Deitar.
Sem tempo pra mais nada...
...A não ser pra me amar.
O ar. O mar. Em mim.
Fim.
Post arrependido.
Talvez tudo seja a falta.
Falta de alguém.
De você.
Não sei porque da falta.
Que sinto no peito.
Se nem te conheço.
De nariz em nariz.
Por que me importo?
Serão as sardas? O charme?
Não sei.
Tudo que sei. É que assim...
...Sinto-me um besta.
Não filo cigarro. Não tomo meu trago.
Meu modo de esquecer.
É esquecendo.
Coisa que nunca.
Nunca.
Acontece a mim.
Por falta de cigarro? Por falta de um trago?
Não sei.
Tudo que sei. É que assim...
...Sinto-me melhor.
Apesar de sentir.
Que me sinto uma besta.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Post #235
Esse lance de raiva é só pra mudar o sentimento um pouco. Tô sabendo que é pouca gente que lê mesmo, então, não tem problema nenhum.
Post #234
Depois de tanto tempo vivendo assim.
Olho minhas mãos e começo a chorar.
O que fiz na vida para poder sorrir?
O que fiz na vida para me orgulhar?
Sinto pena agora de mim.
Percebo que não valho nada.
Meu sapato agora ponho no pé.
E sozinho pego a estrada.
Percebo também como sou burro.
Sinto-me um completo imbecil.
Deixo pra trás uma vida sem graça.
E alguns discozinhos de vinil.
Raiva sinto de mim mesmo.
Tenho vontade de me bater.
Choro irritado pelos meus atos.
E o motivo nem quero saber.
É assim mesmo que a vida age.
E é isso que a vida me deu.
Um tanto assim de coragem.
Que minha alma penosa vendeu.
Não tenho mais ambições.
Ninguém em mim me ama.
Tranco-me na minha casa.
E choro afogado na cama.
Acabou-se assim minha vida.
A caminhada chegou ao fim.
Sozinho no mundo inteiro.
Sem alguém com pena de mim.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Post #223
Enquanto você pensa estar salvo de tudo.
Percebe que fica cada vez mais sozinho.
Vê-se virado rezando ao pé do Santo.
Querendo beber água, e não vinho.
Chora de arrependimento por toda a sua vida.
Arrepende-se de todos a quem machucou.
Esquece que a vida não tem backspace.
Feito a internet que você usou.
Sai para a rua e ninguém te cumprimenta.
Fecha a cara e finge estar tudo bem.
Sem menos perceber, de você próprio,
É a agora o novo refém.
Mente para si, achando ter amigos.
Teclado, máquina e uma tela.
A vida lá fora você ignora.
E vive o que está pra lá da janela.
Com sua cara de bosta e olhos grandes.
Por uma rede social está cego.
Você morrerá sozinho em sua cela.
Afogado no lixo de seu ego.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Post #221
Oi. Tô fazendo esse post justamente por não ter nada de melhor para fazer. O ano começou e eu não notei diferença alguma. Coisas boas estão para acontecer mas eu não consigo enxergar isso como sendo coisa boa. Ando meio chato com todo mundo, sendo grosso com quase todo mundo. Não faço isso porque quero, nem por impulso, faço porque não sei quando sou grosso. Nunca achei que botar pra fora o que estou sentindo iria me prejudicar desse jeito. A noite está quente aqui dentro da sala. Lá fora faz um friozinho atípico. Não tenho companhia para dar uma volta, sentar no meio fio, falar bobagens ou coisas desse tipo. Tudo o que mais queria agora essa fazer isso. Tchau.
P.S.: Refiz meu twitter: @tio_neto
sábado, 1 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
Voa que voa, coração!
Sentado da mesa deste barzinho.
Avisto uma bela moça a se sentar.
Namorando os pássaros com carinho.
Enquanto os vê dançando no ar.
Disfarço o quão linda achei a cena.
Com sardas no rosto. Branca feito cegonha.
Até mim sua voz não virá. Uma pena.
Apesar de homem feito, tenho ainda vergonha.
Sentado à mesa, de café desce um gole.
Por seus movimentos tento não me apaixonar.
Minha fraqueza me bate. Não saberei seu nome.
Pois nunca teria a petulância de perguntar.
Em minha lista, agora, coloco tal menina.
Onde a paixão veio e ficará eternamente.
Foi-se com meu coração entre a neblina.
Enquanto fico a suspirar pateticamente.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Post #211
Meu guarda chuva me priva da única coisa que me faz bem hoje em dia.
O meu cachorro me ama de tal forma que me sinto a melhor pessoa do mundo.
O otimismo que quer entrar em mim funciona tal como um câncer.
Toda aquela coisa legal que me fazia sorrir ainda me faz. Gosto disso.
Conheço pessoas e estabeleço padrões muito altos. Ah, como queria saber esquecer tudo isso.
Alguns pêlos de gato e uma língua áspera no rosto me alegrariam bastante.
Talvez eu só quisesse você. Talvez eu só quisesse conversar.
Que tal vir mais pra perto? O sol se abrirá e brilhará para nós.
Não se preocupa, você se esquece de mim rápido.
Árvore que me conta o segredo, por me tiraste de teus pés?
Chuva que me convida para dançar, por que me dá uma capa?
Lista de quem ainda se importa comigo: eu.
Lista de quem não sabe aproveitar que gosta de mim: eu.
Lista de quem se acha um idiota por isso: eu.
Lista de quem queria ter um tanto mais de coragem: eu.
Lista de quem já está achando isso muito idiota: eu.
Tô a fim de te abraçar.
sábado, 6 de novembro de 2010
Post #210 (#152 Pt. XXIII)
Passaram-se alguns meses que Bárbara havia me deixado. Larguei meu emprego e vivi boa parte do tempo fazendo caricaturas na porta do prédio onde eu morava. Tive sorte, vendia cada uma por um preço meio alto mas sempre conseguia dinheiro. Consegui viver bem com esse dinheiro. Em casa as coisas estavam cinza demais. Doyle miava agoniado a falta de uma peluda, eu não sorria mais como quando ela estava aqui perto para me fazer cafuné. Não sabia onde ela estava e nunca mais tive vontade de ir ao sebo onde trabalhava. Seu Fachada não me telefonava nem para tomar café na sua casa. Foi o período mais solitário da minha vida. Tinha horas onde eu me perdia e me achava olhando para as fotos, passando os dedos em seu rosto, enquanto lembrava de toda a nossa história. O cheiro do seu café exalava tão forte que dava vontade de beber. O gosto da comida horrível que ela fazia me dava fome. Com a merda que tinha feito, aprendi a amá-la mais ainda, cada hora que passava, a cada volta de ponteiro eu me arrependia mais de ter saído do controle naquela noite. Não entendia como tinha conseguido ser tão idiota.
Numa certa quinta-feira, a minha vontade de procurar por ela e tentar pedir desculpas explodiu dentro de mim, fazendo eu levantar da cama com nenhuma vontade de desenhar, mas sim, de buscar novamente o amor da minha vida. Doyle estava gordo. Parecia aqueles velhos rabugentos que depois que casam ficam mais rabugentos ainda. Não queria ir à janela, não queria ir ao meu colo, queria só saber de dormir e comer. Ele era a coisa mais importante na minha vida, então.
O dia era 16 de setembro. Fazia um calor atípico para a data e, não sei porquê, eu estava adorando aquilo. Sempre achei um erro da minha parte pensar positivo a respeito de alguma coisa. Sempre achei que se fizesse isso, tudo daria errado pra mim. Odiava mais isso do que aquelas pessoas que falam mal de você e depois pedem para que você leia a coluna dela no jornal.
juro que continua...
sábado, 9 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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