domingo, 16 de janeiro de 2011

Post #234

Depois de tanto tempo vivendo assim.
Olho minhas mãos e começo a chorar.
O que fiz na vida para poder sorrir?
O que fiz na vida para me orgulhar?

Sinto pena agora de mim.
Percebo que não valho nada.
Meu sapato agora ponho no pé.
E sozinho pego a estrada.

Percebo também como sou burro.
Sinto-me um completo imbecil.
Deixo pra trás uma vida sem graça.
E alguns discozinhos de vinil.

Raiva sinto de mim mesmo.
Tenho vontade de me bater.
Choro irritado pelos meus atos.
E o motivo nem quero saber.

É assim mesmo que a vida age.
E é isso que a vida me deu.
Um tanto assim de coragem.
Que minha alma penosa vendeu.

Não tenho mais ambições.
Ninguém em mim me ama.
Tranco-me na minha casa.
E choro afogado na cama.

Acabou-se assim minha vida.
A caminhada chegou ao fim.
Sozinho no mundo inteiro.
Sem alguém com pena de mim.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Post #223

Enquanto você pensa estar salvo de tudo.
Percebe que fica cada vez mais sozinho.
Vê-se virado rezando ao pé do Santo.
Querendo beber água, e não vinho.

Chora de arrependimento por toda a sua vida.
Arrepende-se de todos a quem machucou.
Esquece que a vida não tem backspace.
Feito a internet que você usou.

Sai para a rua e ninguém te cumprimenta.
Fecha a cara e finge estar tudo bem.
Sem menos perceber, de você próprio,
É a agora o novo refém.

Mente para si, achando ter amigos.
Teclado, máquina e uma tela.
A vida lá fora você ignora.
E vive o que está pra lá da janela.

Com sua cara de bosta e olhos grandes.
Por uma rede social está cego.
Você morrerá sozinho em sua cela.
Afogado no lixo de seu ego.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Post #222

E tudo ainda está igual.
Sem qualquer coisa pra orgulhar.
Sinto a mesma preocupação.
Que sempre quis eliminar.

Bate assim uma coisa feia.
E me deixa sempre pra trás.
É isso o que acontece.
Quando me importo demais.

Deveria deixar de lado.
Tornar isso irrelevante.
Por um motivo qualquer.
Isso se torna importante.

Poesia suja. Feia. Sem graça.
Menino feio. Sujo. Sem graça.
Mundo estranho. Sujo. Sem graça.
Vida estranha. Feia. Sem graça.

Perdi, de novo, o dom da rima.
Não consigo mais escrever. Fuck!
E ainda assim te acho fofa.
Queridinha, Little Duck. *:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Post #221

Oi. Tô fazendo esse post justamente por não ter nada de melhor para fazer. O ano começou e eu não notei diferença alguma. Coisas boas estão para acontecer mas eu não consigo enxergar isso como sendo coisa boa. Ando meio chato com todo mundo, sendo grosso com quase todo mundo. Não faço isso porque quero, nem por impulso, faço porque não sei quando sou grosso. Nunca achei que botar pra fora o que estou sentindo iria me prejudicar desse jeito. A noite está quente aqui dentro da sala. Lá fora faz um friozinho atípico. Não tenho companhia para dar uma volta, sentar no meio fio, falar bobagens ou coisas desse tipo. Tudo o que mais queria agora essa fazer isso. Tchau.

P.S.: Refiz meu twitter: @tio_neto

sábado, 1 de janeiro de 2011

Post #220

Só rima pobre.

Post #219

Lá vai a menina da camisa branca.
Levando os fogos para seu namorado.
Com seu sorriso e sua beleza franca.
Que se mostrava para seu amado.

Daqui sentado vejo aquele idoso.
Que traz bombinhas para Dona Amélia.
Sinto-me assim alguém meio invejoso.
Por essa história de amor já tão velha.

Correndo ao longe vejo meu irmão.
Que só apronta pra cima da cunhada.
No fim de ano se explode o coração.
Dizendo a ela que é sua amada.

Meus pais também participam da festa.
Sorrindo sempre até o sol se pôr.
Minha mãe solta um beijo na testa.
Do meu bom pai, seu eterno amor.

O casal mais jovem da vizinhança.
Corre feliz no horizonte.
É lindo ver isso em criança.
Ah, inveja, sinto de monte!

Minhas mãos só têm um sentido.
Ficarem aqui entrelaçadas.
Vendo todos os outros sorrindo.
Estando sempre de mãos dadas.

Sem dar um sorriso de verdade.
Da festa saio de fininho.
Volto para minha realidade.
Que é, de fato, ficar sozinho.


Post #218

Oi. Hoje já é dia 02 de janeiro de 2011. O ano se acabou e todas as pessoas que li na internet esperam que esse ano seja diferente. Eu também. Ou nem tanto... pelo menos em alguns aspectos acho que sim.
Passei dias bem. Sentindo que eu tinha melhorado de alguma coisa que eu tinha, do mal que me apunhalava cujo eu nunca soube o que era, tive dias bons, conheci pessoas legais, estava sorrindo e me sentindo realmente bem. Isso mudou, novamente. Parece idiota, mas eu não me sinto bem agora. Sinto falta de gente pra conversar sobre qualquer coisa. Sempre quis ter essas coisas que, porra, agora que mostrei esse blog pra tanta gente, tô começando a me privar de escrever algumas coisas do mesmo modo que escrevi outrora. Meu diário foi roubado...
Aquelas dúvidas e perguntas caíram sobre a minha cabeça. Fiquei meio perdido, sem saber o que fazer mesmo. Estou sentindo muito calor, um calor desconfortável que está incomodando de verdade. Não sinto vontade de sair daqui, ao mesmo tempo sinto, assim, eu não sei o que faço! É como se eu não soubesse fazer isso parar. Sinto-me alguém imbecil por causa disso. Escrevo isso suando, querendo me punir por tais babaquices. Sei lá...
Deletei o twitter também. Não tava servindo pra muita coisa, talvez eu devesse esperar mais um tempo, só pra ver o que acontecia, mas... a verdade é: não sei porque eu fiz o twitter e não sei porque ainda tenho esse blog.

Feliz ano novo.