quinta-feira, 6 de maio de 2010

Post #100

O post 100 será todo,
Uma coisa bem rimada.
Na vida sempre me fodo,
E dela só levo patada.

O destino brinca comigo,
Me joga pra lá e pra cá.
Em braços procurei meu abrigo,
E vi que existe a pessoa má.

Ai, se soubesses o que penso,
No meu olhar se esconde a dor.
Ai, se esse meu bom senso,
Expressasse o meu amor.

Talvez sendo outro alguém,
Eu pararia um pouco de chorar.
Pararia de ser um ninguém,
E a viver tentaria voltar.

Me entorpeço com dias parados,
Com todo domingo disperdiçado.
Não aproveitei meus anos dourados,
E nunca serei teu namorado.
Todo o amor guardado,
Poderia ter me matado.
Meu destino fica, então, desarrumado.
Amor próprio: conheci-te já estragado.
E todo amor que tive por mim,
Agora está morto e enterrado.
De mim sobrou um orgulho ferrado.
Já não sei o que é ser amado.
De angústia meu coração fica armado.
E o meu respirar mantém-se parado.
Desconfiei que aquele amor formado,
Com uma pessoa de outro estado.
Quando isso sai da boca - risos.
Me sinto, então, envergonhado.
Me sinto, então, embasbacado.
Meu coração, então, maltratado.
Meu rosto feio, chateado.
Meu cabelo, então, despenteado.
Meu olho, então, mostra que tem chorado.
Meu corpo todo, magoado.




Post #99

Resolvi trocar o visual do blogue. Aquela coisa azul, toda ... azul já tava me cansando.

Não tenho nada para contar. Tô escrevendo isso porque não tenho o que fazer e nem com quem conversar. Por algum motivo, hoje, mais ou menos... 10:00h à 12:00h, eu me senti bem. :~ Não sei o que me deu, não sei o que aconteceu, mas eu estava realmente me sentindo bem. O vento tocava meu rosto com tal leveza que me fazia eu me sentir nas nuvens, como se fosse a coisa mais incrível do mundo. Depois disso, a vida voltou a ser o que era. Foram as duas horas mais agradáveis do ano... E eu nem sei porquê.

"Ela partiu, partiu
E nunca mais voltou.
Se eu soubesse onde ela foi iria atrás
Mas não sei mais nem direção.
Várias noites que eu não durmo
Um segundo
Estou cansado
Magoado, exausto
E nunca mais voltou
" ♪

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Post #98

"Por que tenho que lembrar quem sou?"

Post #97

Estou desanimado - e a novidade? Ahm... Não tô contente com nada que me cerca, não tenho coragem de fazer nada, não sei viver normalmente, não sinto vontade de fazer muitas coisas e, pra completar a desgraça, sexta feira não haverá aula. Massa, né? Cansei de dizer nisso aqui que o ar, a terra, as coisas, a vida conspira contra mim. Eu não tenho o que escrever para vocês, meus caros, sentem e assistam a decadência me chamando do quintal. :)

Não sei, estou me sentindo meio envergonhado com aquilo que só eu sei. Vocês que dão uma lida nisso não saberão o que é. É tão íntimo, decepcionante.. mais uma vergonha que vai ficar guardada na minha cabeça e, provavelmente, não sairá daqui tão cedo. Talvez isso aconteça quando eu resolver conversar com meus pais, tomar alguma atitude ou contar aos mais próximos sobre esse blog - se for assim, vai demorar.

Não tô me importando com muita coisa, não. Tô achando isso bastante non-sense também. Acho que tô ficando meio estranho. Café, será? Não sei, acho que deveria parar de fazer muitas coisas que faço questão e ainda insisto em fazer, começar, quem sabe, a tentar fazer alguma coisa diferente. Pensar assim me entristece ainda mais, porque sei que sou incapaz de fazer coisas assim. Idiota.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Post #96

Fui deitar e comecei a pensar em umas palavras, tive que levantar para escrevê-las:



Quanta criança que agora vive
Com o peso de não poder estudar?
E quanto adulto frajuto persiste
Com a incapacidade de amar?

A vida é leve de se levar.
O ''tanto faz'' é que o penar.
Dorival gostava de no mar estar.
E eu em segredo, gostava de amar.

Já dizia o poeta que um coração
conquista-se facilmente.
É preciso sim de uma armação.
E uma coragem estridente.

Se a coragem falta ao corpo,
ele assim, é capaz de estar morto.
Com seu pequeno barco volta ao porto.
E de insatisfação seu nariz fica torto.

A banda que coisas de amor cantava,
fazia até o velhinho dançar.
E a namorada que as estrelas contava,
seu mocinho sabia amar.

Soube roubar seu coração,
assim o poeta a ensinou.
E no peso dessa linda canção,
o que era doce uma hora acabou.


Post #95

Oi.

Esses dias fiquei sabendo de uma notícia que me deixou muito triste, eu até ia comentar aqui no blog, mas eu acho que ninguém conhece, então deixei quieto. Como agora me deu uma vontade incontrolável de chegar aos 100 posts, quero dizer. No meio de abril, fiquei sabendo que um dos caras mais incríveis do mundo havia morrido. Era ele Mark Linkous, o Sparklehorse. Esse fato realmente me deixou bastante triste, pois, foi como um cara disse no last.fm - "um gênio a menos no mundo".

Enfim, minha vida ainda continua a mesma coisa, com os ímpetos de tristeza sempre frequentes, e os momentos alegres, né. Enfim... Meu jeito ainda continua a mesma merda de sempre, coisa e tal. E é isso. Não sei mais o que escrever, nunca mais escrevi nada - exceto os versos do carro. E acho que vou ficar com essa não-vontade por um bom tempo :}

domingo, 2 de maio de 2010

Post #94

Oi. Primeiro post de maio aqui no blogue.

Acho que não quero mais fazer aquela parada extraordinária que citei ali em baixo. Perdi inspiração e vontade enquanto estava ecrevendo sobre. Comecei na sala de aula, tava todo mundo falando pra caralho, mas mesmo assim até saiu alguma coisa, quando tentei dar continuidade, acabei estragando tudo... Agora, o que iria estar no blog, tá no meio do meu caderninho no meu guarda roupa.

Viajei sexta-feira - véspera de feriado. Foi um fim de semana bem legal e bem proveitoso, enfim! Na ida, no carro, andei escrevendo alguns versos que ficaram bem legais, até... Mas não sei, ficaram iguais, melosos como sempre, sabem? Aí acabei amassando os papeis (com as mãos, tá?) e jogando fora. Fiquem tranquilos, não sujei a estrada e nem os matos, esperei chegar para jogar em um lixinho, hihi.

Pois bem, espero que o maio de vocês seja melhor do que o meu, onde eu não vou conseguir um gato e nenhuma mocinha vai se declarar para mim. Beijos!