terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Post #217

Armado com meus olhos e minha mente.
Rodeado de falsos cobertos de intriga.
Não sinto aquele amor que você sente.
E minha lágrima é minha maior inimiga.

Tento manter forte toda essa amizade.
Incrível como isso tudo pode mudar.
Tudo o que senti antes, não sobrou metade.
Sinceramente, de matar, já senti vontade.

Armado somente com a minha mente.
E tudo isso me ensinou a crescer.
Não oi nas minhas trocas de dente.
Que aprendi a amadurecer.

Nunca fiz coisa desse tipo.
Nunca soube ser positivo.
Agora isso eu antecipo.
E espero não ser mais negativo.

E é armado com a minha mente.
Que nessa chuva vou andando.
Olhando sempre pra frente.
Coisas negativas sempre evitando.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Voa que voa, coração!

Sentado da mesa deste barzinho.
Avisto uma bela moça a se sentar.
Namorando os pássaros com carinho.
Enquanto os vê dançando no ar.

Disfarço o quão linda achei a cena.
Com sardas no rosto. Branca feito cegonha.
Até mim sua voz não virá. Uma pena.
Apesar de homem feito, tenho ainda vergonha.

Sentado à mesa, de café desce um gole.
Por seus movimentos tento não me apaixonar.
Minha fraqueza me bate. Não saberei seu nome.
Pois nunca teria a petulância de perguntar.

Em minha lista, agora, coloco tal menina.
Onde a paixão veio e ficará eternamente.
Foi-se com meu coração entre a neblina.
Enquanto fico a suspirar pateticamente.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Post #215

Minha contagem já passa de mil.
Dias escuros em que ainda respiro.
A certeza de que sou alguém vil.
Aumenta depois de cada suspiro.

Ainda ando na escuridão da estrada.
Em toda parte que vá, não acho abrigo.
Comigo hoje não tenho associada.
A compaixão sincera de qualquer amigo.

Sinto-me fraco de vez, um nada!
Uma peste que vaga sem direção.
Na agonia, mantenho a alma calada.
Onde não se ouve o bater do coração.

Quero despertar de tal pesadelo!
Quero, apenas, descobrir que estou bem!
Por favor, bocas, ouçam meu apelo!
Alma fria, coração gelado, só quer ter alguém.

Post #214

Oi.

Depois de, novamente, ficar um bom tempo afastado do blog, volto para dizer que não trago nada de novo. Como sei que há, realmente, muito pouca gente que lê o blog, estou provando que só estou escrevendo isso por não ter o que fazer. Resolvi fazer um twitter para o blog. Como se fosse algo só para encher o meu tédio de raiva e, fingir ainda mais, que faço alguma coisa da vida, o que na verdade é real. @netopacidade.

O mês de novembro foi legal e dezembro chegou, como tanto temia nos primeiros posts do ano. Não arranjei namorada e nem o gato. Não sei mais se isso é prioridade, ou se um dia foi, mas o fato de "sobre estar só: eu sei" é meio incômodo ainda, talvez não tanto quanto já foi, mas ainda aperta.

Bem, provavelmente eu use o twitter para falar alguma coisa, postar frases aqui do blog quando não tiver o que fazer, ou só mesmo... não sei, até ter o final do Post #152.

Bom final de ano a todos!

domingo, 21 de novembro de 2010

Post #213 (#152 Pt. XXV)

Dois dias depois eu resolvi parar com aquilo. Desci novamente para comprar comida para o Doyle - ele era mais importante do que eu mesmo naquele momento. Demorei algum tempo, enquanto comprava tudo, resolvi comprar mais bebidas. Voltava pra casa com frio. O clima estava diferente, o clima dentro de mim estava tenso, as coisas dentro de mim não funcionavam certo. Nunca tinha bebido como estava bebendo, nada de dependência, só achava que assim conseguia esquecer tudo o que sentia.
Tudo aquilo mudou quando voltei pra casa. Não sei ficava feliz ou triste, mas ela estava dentro da minha casa segurando algumas caixas pequenas e um bouquet de margaridas brancas. Logo perguntei:

- O.. o que você está... fazendo aqui? - já quase chorando.
- Lembra de quando nos encontramos comprando flores? Eu disse que tinha achado outra pessoa? Então, era mentira. Essas flores são para você. Eu estava ciente de que você estava arrependido, eu te conheço bem. Você é a pessoa mais compreensiva e transparente que eu já conheci em toda a minha vida.
- Então isso quer dizer que você vai voltar a morar comigo?
- E isso não é tudo. Olhe!

Quando prestei atenção, tinha duas canecas de café sobre a mesa, ao lado de um bilhete perfumado. Só que o mais legal estava no corredor que dava para o quarto. Junto de Doyle, branca como neve, de laço vermelho e olhos azuis, uma bola de pelos feminina - a gata que Doyle sempre quis, de nome Helena. Ah, como Bárbara era incrível. Brincou comigo, quase me matando do coração, dizendo que tinha encontrado outra pessoa, voltou dois dias depois com uma companheira para Doyle.

- Amo você!
- Também! E prometo nunca mais te fazer chorar.

Post #212 (#152 Pt. XXIV)

Desci as escadas com uma imperturbável delicadeza. Eu estava realmente disposto a consertar tudo o que tinha estragado. De colar cada pedaço do coração de Bárbara. O dia estava bonito mas nenhum pássaro cantava. As ruas estavam vazias. Não quase carro nenhum aquele dia, e era meio de semana. Achei aquilo estranho mas nada poderia me deixa não-confiante.
Resolvi parar numa banca de revistas comprar alguns chocolates que ela gostava. Comprei e saí. Sem fazer muito luxo. Eu estava barbudo e com o cabelo curto, quase raspado. Acho que se ela me visse não me reconheceria, então resolvi tentar fazer surpresa... e eu nem sabia onde ela estava. Isso era a coisa que eu mais sabia fazer: criar mundos paralelos onde tudo dava certo para mim e só depois descobrir que nada era real. Continuei andando e passei por uma banquinha que vendia flores na época. Numa praça bonita que tinha um cheiro estranho de vez em quando. Antes de mais nada, pedi margaridas brancas quando olhei uma mulher de costas. Sim. Era ela. Bárbara comprava flores. Não estava preparado para falar com ela naquele momento, eu estava pensando em fazer alguma outra coisa, comprar flores para lhe entregar com os chocolates e tudo mais... conversamos sem muita excelência:

- Ora... que surpresa.
- Olá. - disse surpresa - O que faz aqui?
- Vim buscar flores. Saí com a vontade de te ter novamente. Comprei chocolates, veja!
- Glenn, desculpe, mas eu tenho outra pessoa. Estou aqui para comprar flores para ela?
- Como assim? - com os olhos marejados - como assim tem outra pessoa?
- Sinto muito, Glenn. Você se lembra do que me fez? Espero que você fique bem. Não guardo rancores.
- Como assim? Você só pode estar brincando comigo! Bárbara, eu estou arrependido. Eu amo você! O Doyle sente sua falta, minhas canecas, sofá, chinelos, tudo sem a sua falta. Sentem falta do seu cabelo, do seu cheiro, da sua voz... Por favor, não faça isso comigo!
- Glenn. Isso tudo é muito bonito, mas eu tenho outra pessoa. - sorriso meia boca, como se estivesse gostando de me ver daquele jeito.

Eu já desolado, larguei as flores e saí dizendo um tchau sem graça. Na volta para casa ainda parei para comprar bebidas. De lá em diante, as minhas noites já não existiam mais. Parei de desenhar e a comida em casa tinha acabado. Tornei-me um miserável em pleno centro da cidade.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Post #211

Meu guarda chuva me priva da única coisa que me faz bem hoje em dia.
O meu cachorro me ama de tal forma que me sinto a melhor pessoa do mundo.
O otimismo que quer entrar em mim funciona tal como um câncer.
Toda aquela coisa legal que me fazia sorrir ainda me faz. Gosto disso.
Conheço pessoas e estabeleço padrões muito altos. Ah, como queria saber esquecer tudo isso.
Alguns pêlos de gato e uma língua áspera no rosto me alegrariam bastante.
Talvez eu só quisesse você. Talvez eu só quisesse conversar.
Que tal vir mais pra perto? O sol se abrirá e brilhará para nós.
Não se preocupa, você se esquece de mim rápido.
Árvore que me conta o segredo, por me tiraste de teus pés?
Chuva que me convida para dançar, por que me dá uma capa?
Lista de quem ainda se importa comigo: eu.
Lista de quem não sabe aproveitar que gosta de mim: eu.
Lista de quem se acha um idiota por isso: eu.
Lista de quem queria ter um tanto mais de coragem: eu.
Lista de quem já está achando isso muito idiota: eu.
Tô a fim de te abraçar.