sábado, 9 de outubro de 2010

Post # 209

Nem sei o que escrever mais. Talvez eu demore mais um mês pra voltar a postar. Adeus!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Post #208

Tô triste por saber que daqui um tempo esse blog vai ser ridicularizado em algum lugar da internet de maneira indireta. Eu deveria estar ciente de que eu estaria sujeito a esse tipo de coisa. Sei lá, tô arrependido de um dia ter pensado em fazer isso, hahaha. Fico chateado, mas né...

domingo, 26 de setembro de 2010

Post #207 (Vento Pt. IX)

Minha mão está gelada, sinto falta dos seus dedos.
Meu café já está esfriando, preciso tirar logo você daqui de dentro.
Escontrei seu bilhete hoje pela manhã, ainda não acredito em tudo isso.
Saiu sem dar tchau. Deixou o batom no espelho. Matou-me logo cedo.
Para onde foram aquelas minhas palavras bonitas?
Esperanças que hoje se escondem de baixo dos tapetes. Quanta bobagem.
A rima fugiu me deixando sozinho nessa chuva. Que falta você me faz.
Eu preciso de um apoio para continuar, preciso andar sozinho com minhas pernas.
O sentido que tudo isso faz me deixa abismado.
Saí apressado atrás do trem que partiu.
Não tive a oportunidade de me despedir.
Não segurei o choro quando seu lenço caiu.
Dizendo que minha vida não poderá colorir.
Volto para casa com meu sujo paletó.
O bouquet em minhas mãos já não vale nada.
Molhado de chuva e manchado de pó.
Ando sozinho nessa deserta estrada.
A vida vai embora conforme nasce o sol.
Meu amor foi embora como quem nunca amou.
Deito-me sozinho em meu gelado lençól.
Percebi que agora minha vida acabou.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Post #206 (Vento Pt. VIII)

Esqueci como eu faço para não me importar. Preciso logo de um mapa, quero sair dessa escuridão.
Estou preso em minha cabeça, a pior prisão que eu poderia ter inventado.
Grades me isolam de todas as coisas boas, aqui onde estou só me restam xícaras vazias e papeis rasgados.
Aqui não bate vento e nem tenho árvore para conversar. Chover, então...
Nunca pensei que torceria tanto para uma noite acabar.
A chuva de cá é quente demais, cadê todo aquele frio que chamava meu nome?
Ah, o que seria de mim sem vocês, dúvidas?
Olhei para o lado e não vi você. Corri para a cozinha e não vi você. Abandonou-me quando eu menos esperava.
Já não escrevo como antes ou será mais uma dose de (...)?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Post #205 (Vento Pt. VII)

Enquanto a chuva corre a calha, diga que me ama e te preparo um chazinho.
Cansei de procurar no escuro aquele "te amo" que sua boca deixou cair.
Custa aparecer nessa janela e me jogar um beijo com a mão para eu poder dormir em paz?
Percebi que, em todos os dias que te vejo, minha cama fica mais macia. Durmo melhor.
Adentro à floresta das prosas. Minhas linhas andam demais e sempre param em você. Sempre escrevo sobre você.
Conheci um zé bosta que fazia umas frases e ninguém lia. Coitado do menino.
Bebês e seus pés que mais parecem bisnaguinhas.
Minha mão chama tua cintura.
Árvore, conte-me um segredo teu. Posso deitar aos seus pés?
Que saudades tá me dando de você, preciso logo fechar esse meu livro.
Tá me dando uma dor de barriga toda essa melação nas frases.


Post #204

Quanto mais penso em escrever nisso, mais me arrependo de ter começado.

Post #203 (#152 Pt. XXII)

Meu sábado começou pior do que nunca. Era manhã e chovia muito. Não tinha café, logo, teria que buscar. Saí cedo ainda com meus pijamas. Meu casaco favorito ainda estava com o cheiro dela o melhor do mundo. Não tive coragem de vestílo. Minhas olheiras tomavam conta do meu rosto todo, era como se eu tivesse levado uma surra sem esboçar reação. Eu estava pálido e muito triste, minha aparência era, de fato, medonha. Guarda chuva eu não tinha mais, pois, o meu era o qual ela tinha levado junto com as lágrimas. Cheguei à padaria mais parecido com um indigente, um completo ultraje. Peguei meu café e voltei aos meus aposentos.
Doyle também se sentia triste, isso era visível em seus bigodes. Fiz o café, sentei-me com Doyle na janela enquanto ouvia-mos Orlando Silva.

— "A tristeza é a minha companheira
É a única mulher que me quer bem.
Pobre de quem passa a vida inteira.
Sem ter a amizade de alguém."