quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Como?

Meu coração mais uma vez foi jogado ao lixo
depois de você manuseá-lo com tanta insensatez.
E agora no meio das músicas do Low eu pergunto
como é que faz pra acreditar em alguém outra vez?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Assalto

Veio vindo até mim com seu curto cabelo loiro
pediu meu celular e todo o meu dinheiro
eu, assustado, disse que não
então ele sacou a arma e pôs contra meu nariz
bradando para dar meus pertences.
Eu, que não sou nada bobo, pedi para ele atirar
e assim ele fez.
Ufa… Acabou…

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sinal fechado

Sabendo do sinal fechado para pedestres, fui lá e atravessei.
Eu lá ia perder tamanha chance de me dar um ponto final?

sábado, 24 de agosto de 2013

Minha única companhia é o João Coração

Muito citada e disseminada entre os jovens de hoje em dia, nesta sábado, ela, a 'bad', pegou-me pelo braço e me arrastou até seu calabouço como há tempos não fazia. Um calabouço fundo, escuro e com um cheiro estranho para minhas mortais narinas. Hoje virei escravo dela. Hoje eu beijo seus pés humilhantemente na expectativa forçada de que isso me tire de suas mãos frias. E, puta que pariu, que mãos frias são essas... ?

É sábado e a vida corre bonita lá fora. O céu está azul, a temperatura agradável e mais uma pancada de coisas boas estão à minha espera. Minha bicicleta, uma visita à casa dos amigos. Meu videogame. Os cães de rua. O sorvete na padaria. As meninas de minissaia devido ao calor. Tudo isso me convida para um passeio e eu só sei recusar. Estou algemado de cabeça para baixo no quarto escuro da tristeza. Nas flores do mal que eu mesmo reguei e encarecidamente tomei conta.

É sábado. Sábado, porra! Você não fica triste num sábado à tarde. No sábado à tarde você sai de casa e dá risada. Não fica em casa sozinho (sozinho mesmo) sem expectativa de vida. O sábado à tarde é para se aproveitar. Meu subconsciente grita pra eu pegar minha bicicleta e dar uma volta pela vila, mas, meu corpo, ordena-me para ficar deitado em minha cama me esbaldando em um bocado de música triste.

Ambos sabemos o que causa minha tristeza, não é? Não nos finjamos de cego. Isto posto, pego mais um cigarro e acendo à minha janela enquanto João Coração canta suas canções para mim. Se perguntarem, diz que já morri!

(No entanto, pego o resto do meu maço de cigarros e meu isqueiro e saio de casa na busca de algo maior. De algo que preencha meu coração. Na busca desenfreada de que meus sentimentos bons tenham sucesso e, para mim, o amor volte com os braços abertos querendo me arrancar um beijo da boca. Mais Ludovic para meus ouvidos)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ouvindo ludovic quarta feira à noite

hoje a quarta feira está um tanto quanto esquisita
mesmo estando em meio ao amor
sinto-me como se nada durasse,
como se nada vingasse,
como se estar deitado embaixo de uma árvore de coisa boa não bastasse.

eu ouço ludovic e corto meu pescoço fora
minha garganta jorra sangue
um sangue fétido
um sangue desprezado
um sangue desprezível que nasce em um coração mole
que insiste em se jogar nas mãos de uma pessoa que mostra o menor dos afetos

boas sementes, bons frutos
como pude ter sido tão estúpido?
eu apostei tudo e eu perdi tudo
como pude ter sido tão estúpido?

ludovic é foda. acendo um cigarro.
quatro cigarros.
que merda, essa porra virou hábito.
tomara que me mate logo.

domingo, 18 de agosto de 2013

Encher-te de beijos

Nuca.
Mãos.
Pés.
Barriga.
Quero ouvir-te gargalhar.
Ombros.
Joelhos.
Pescoço.
E onde mais você deixar.

E.

(Tá meio confuso porque eu tô meio bêbado)

Acabo de chegar em casa
às quase cinco da manhã
Em nenhum momento do dia
você saiu da minha cabeça
(é assim que tenho vivido
há três dias).
Sabe quando você sente
e percebe que cada mínima
coisa que seu corpo ordenar
você fazer, vai acabar num
pensamento perdido no meio
dos teus cabelos negros?
É isso.
São quase cinco da manhã
e você na cama está a dormir
sonhando com as possibilidades
com os amanhãs
com todos seus ontens
e eu aqui, pensando em você.
Se eu esqueço de tomar meus remédios
ter sono se transforma em algo raro.
Sua voz, seu sorriso e seu piercing
só não me matam mais que seu olho claro.
Seu nome é muito bonito também
eu quero que cê não esqueça
que se a gente vai juntinho,
vai bem.